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Artes

Músicas de Geraldo Roca finalmente entram no universo do streaming

O filho batalhou até inserir o CD Música do Litoral Central nas plataformas

Por Ângela Kempfer | 05/12/2021 07:48
CD Música do Litoral Central é o primeiro nas plataformas. (Foto Divulgação)
CD Música do Litoral Central é o primeiro nas plataformas. (Foto Divulgação)

Geraldo Roca, finalmente, chegou ao streaming. Há 4 anos, o filho, Chico Roca, tentava inserir o trabalho do pai nas plataformas como Spotify, Deezer, Amazon Music e Apple Music.

Depois de muito trabalho solitário e alguns momentos afastado do projeto, com a ajuda e os conselhos de Márcio de Camillo e Rodrigo Teixeira, além do apoio de Chico Teixeira, filho do cantor e compositor Renato Teixeira, na sexta-feira passada, Geraldo estreou nos streamings musicais.

"A maior dificuldade foi digitalizar a capa do CD, porque as plataformas exigem alta qualidade e eu não tinha mais a arte original. Até que conseguimos reproduzir com qualidade", explica Chico Roca.

Geraldo e o filho, Chico Roca. (Foot: Instagram)
Geraldo e o filho, Chico Roca. (Foot: Instagram)

Mas por enquanto, apenas as canções do CD Música do Litoral Central estão disponíveis. Na lista, entra o clássico assinado por ele e Paulinho Simões, Trem do Pantanal, e um dos maiores sucessos do cantor: Mochileira. Além de Numa Noite Assim, Polca Outra Vez, Litoral Central, Japonês tem Três Filhas, Eu Vou Bem, Mais Louco do Que a Média, Paloma Branca e Rio Paraguai.

Fica de fora outro hit: "Uma pra Estrada". A canção, regravada por vários artistas e também uma das mais executadas em barzinhos de Campo Grande, não estão no streaming porque entrou no CD, apenas em um vinil de 1988.

O próximo passo é inserir Veneno Light, de 2003, o último lançado por Geraldo, que morreu há 6 anos, em 25 de dezembro de 2015. O CD tem O que o dinheiro não compra, Salvação, Pra que sair da cama, Sobre a cidade média, O rio na chuva, Flores, Yra Yra, Sim, O castelo eletrônico e Cavalo bravo.

O filho de Geraldo conta que também ficaram canções inéditas, uma gravada pelo pai "Afeto que se encerra". Sem nenhuma relação com a área musical, Chico diz que continua cuidando do acervo como homenagem ao legado deixado por um dos maiores compositores que Mato Grosso do Sul já ouviu.


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