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Campo Grande, Sábado, 25 de Maio de 2019

11/05/2019 07:41

Amizade durou só 9 meses, mas Olívia é lembrada como presente de vida

Amor por Olívia, a égua companheira que recebia mimos de Suely, agora está eternizado na pele.

Thailla Torres
Amizade entre Suely e a égua Olivia aniquilou a depressão. (Foto: Eduardo Mariani)Amizade entre Suely e a égua Olivia aniquilou a depressão. (Foto: Eduardo Mariani)

A relação de Suely da Silva Silveira, de 34 anos, com a égua chamada Olívia durou só 9 meses, mas comoveu quem conhecia o animal que era tratado como filho. Diante da relação criada entre as duas numa pista de hipismo, Suely decidiu eternizar na pele o rosto da amiga que em seu coração recebeu título de “princesa”.

Suely é autônoma e pratica hipismo há 8 anos. O esporte foi a principal “ferramenta” para ela vencer a depressão e sua história de companheirismo começou em julho do ano passado, quando ela chegou. “Sempre tive cavalos, mas nenhum como a Olivia me conquistou. Começamos saltando 1 metro e chegamos a 1 metro e 20 centímetros juntas”, descreve.

As duas saltaram juntas durante 9 meses. (Foto: Natanael Cavalheiro)As duas saltaram juntas durante 9 meses. (Foto: Natanael Cavalheiro)

Ela diz que cuidava da égua como uma filha, dentro e fora dos campeonatos. “Ela era minha princesa, e essa relação sempre foi muito importante. Muitas pessoas acham que eles não nos reconhecem e não nos entendem, pelo contrário, eles sentem nosso cheiro, nos reconhecem, entendem e, nesses momentos, a gente esquece todos os problemas”.

Infelizmente o caminho foi injusto com Olívia, no último dia 21 de abril ela sentiu uma forte cólica, segundo Suely, e não resistiu. “Fiquei com o coração partido, chorei muito, ela era muito mansa. Além de veterinário 24 horas, eu dava muito carinho, cenouras e maçãs que ela adorava. Ela tudo que eu podia dar a ela”.

Apesar da tristeza, Suely quis tatuar Olivia nos braços para nunca deixar a relação que a fez esquecer de vez a depressão. “Hoje estou em paz pois sei que ela está galopando nos campos celestiais, por isso quis eternizá-la em minha pele, é uma de ficar sempre pertinho de mim”, diz sobre o trabalho feito no Dharma Tattoo pelo tatuador Eduardo Mariani.

O hipismo virou esporte quando Suely enfrentou a depressão. “Meu médico disse que era para eu procurar algum esporte que eu gostasse, foi quando eu conheci o hipismo. Comecei saltando em escolinhas e hoje salto 1,20 metros. Depois de conhecer não parei mais”.

A fase mais difícil foi em 2008, no diagnóstico. “Foi quase dois anos de tratamento com remédios, mas nunca ficava totalmente bem. Quando meu médico sugeriu o esporte, lembrei que sempre gostei de cavalos e fui a escola de equitação. No primeiro mês, parei de tomar um dos remédios e, ao longo de 6 meses, parei com todos os outros. Assim me apaixonei perdidamente pelo hipismo”.

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