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Comportamento

Antes de partir, Rosa ensinou que colo de mãe “fica para sempre”

Fotografias que mostram abraço e filha no colo são eterno #TBT para as irmãs Carla e Gisele, que nunca esqueceram as lições da mãe

Por Thailla Torres | 19/11/2020 06:05
Carla, Rosa e Gisele juntas ainda na década de 90. (Foto: Arquivo Pessoal)
Carla, Rosa e Gisele juntas ainda na década de 90. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma saudade que desde 2012 acompanha a vida das irmãs Carla Mioto Niciani e Gisele Mioto Niciani Chadid dia após dia. A foto que ilustra a capa do #TBT de hoje é da década de 90, um dos momentos mais especiais para as filhas de Rosa, que antes da despedida soube deixar belas lições, especialmente sobre colo de mãe.

É claro, foto nenhuma substitui a presença de alguém especial. Se Carla e Gisele pudessem escolher correriam agora para o abraço apertado da mãe e subiriam no colo sem essa de que adulto não pode. Mas o que ficou para as filhas é que não importante o tempo e a ausência, o amor que um dia foi vivido fica, e aquece o coração em qualquer instante de dor.

“Essa foto deve ser do início dos anos 90. Nessa época meu pai estava envolvido no sindicato dos professores e sempre tínhamos jantares, ela sempre o acompanhava e nos levava junto. Temos várias dessas fotos dormindo em seu colo. E são essas fotos que nos trazem consolo de que na realidade ainda temos este colo. O melhor colo mundo. O colo que estamos tentando reproduzir para nossas filhas”, descreve Carla.

Rosa Maria Mioto Niciani nasceu em 1955, em Dracena, interior de São Paulo. Conheceu o grande amor nas escadarias do colégio Dom Bosco e em julho de 1980 se casou. Se tornou mãe em 1981 e 1984. Sempre muito dedicada, segundo as filhas, era uma empreendedora nata. Mas tinha costumes que são lembrados até hoje pelas meninas com bom humor.

“Amava guardar potes de vidro que nunca serviam para nada. Gostava de fazer supermercado às 23 horas, não tinha pressa para nada mesmo sempre atrasada, e ela ainda lia todos os rótulos de todas as sessões do mercado à meia noite”, descrevem as irmãs.

A famílias foi “quatro” por pouco tempo. Em 1996 Rosa ficou viúva e precisou lutar sozinha para criar as duas filhas. “Ela era nossa base. Ensinou eu e minha irmã a andar no caminho de Deus. A sermos justas. A lutarmos e não desistirmos. Ela era o tipo de amiga que se colocava de lado para poder ajudar os outros. Sempre pensava nos outros”, lembra Gisele.

Seus últimos anos de vida foram trabalhando e se dedicando à Paróquia São José. “Ela amava aquele lugar. Não deixava ninguém escrever o nome nos materiais do escritório da paroquia e tinha uma fé inabalável. Acreditou até seu último segundo de vida que seria curada. O que, hoje, acredito que aconteceu. Ela foi curada e levada ao amor de Deus. Ia as missas todos os dias. E trabalhava trancada até tarde”.

Quando Rosa partiu em 2012 vítima de câncer ficaram saudade e histórias. Mas nada apaga das filhas o sorriso e colo quentinho. “Ficaram também as louças bem cuidadas e que ela tinha ciúmes, e que hoje estão comigo e minha irmã. As manias de dormir sentada, inclusive em cima do computador. Mas ficou, acima tudo, o amor. Ficou também a lembrança do sabor das melhores comidas. Dos almoços de domingo às três horas da tarde. Ela ficou em tudo. Às vezes a saudade bate forte e vem a vontade de pegar o telefone de domingo à noite para conversar um pouco ou descer a Rua Amazonas e subir até o décimo segundo andar para um abraço apertado”, finaliza Carla.

E você, qual fotografia da sua saudade? Mande para o Lado B no Facebook, Instagram, e-mail: ladob@news.com.br ou WhatsApp do Campo Grande News (67) 99669-9563.

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