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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

23/10/2017 06:15

Após 29 dias em hospital, trigêmeos são recebidos em casa com doações até de RJ

Eles deixaram o hospital no dia 11 e desde então Luciana tem que se desdobrar para dar conta de cuidar dos três

Lucas Arruda
Luciana sempre está com Maria Laura no colo. Leonardo (centro) e Lucas (esqueda) são mais quietos(Marina Pacheco)Luciana sempre está com Maria Laura no colo. Leonardo (centro) e Lucas (esqueda) são mais quietos(Marina Pacheco)

No início de setembro, o Lado B contou a história de Luciana Alves Corrêa Xavier, que aos 38 anos de idade levou um susto ao saber que estava grávida de trigêmeos. No dia 12 de setembro nasceram Lucas, Maria Laura e Leonardo, prematuros e, devido à infecção urinária que a mãe adquiriu durante a gravidez também foram infectados.

Não chegou a ser algo muito grave, que os fizessem correr risco de vida, mas os três ficaram internados para observação durante 29 dias. “Saíram do hospital um dia antes de fazer um mês, do Dia das Crianças também. Foi uma benção, um presente mesmo, ficamos muito feliz”, conta a mãe que em todo o momento da entrevista está com a pequena Maria Clara no colo. “Ela é a menorzinha, a mais frágil, por isso tenho que dar mais atenção a ela”, afirma enquanto os garotinhos dormem tranquilamente em seus bebês confortos.

As dificuldades financeiras apareceram, no entanto vários leitores do Campo Grande News entraram em contato com o casal e fizeram doações. “Recebemos bastante dinheiro, ganhamos berço. Uma mulher do Rio de Janeiro entrou em contato comigo, mandou uma caixa de roupa e nos depositou dinheiro. Ela manda mensagem quase todos os dias para mim perguntando como os bebês estão. Achei incrível a proporção que isso tomou”, frisa.

 

Avó paterna está morando com Luciana e ajuda a cuidar dos trigêmeosAvó paterna está morando com Luciana e ajuda a cuidar dos trigêmeos
Eles estão bem saudáveis e tomam todo o tempo da mãeEles estão bem saudáveis e tomam todo o tempo da mãe

Luciana conta que a principal dificuldade nos primeiros dias após dar a luz foram as dores causadas pelo corte da cirurgia. “O pós-parto foi bem traumático, fiquei uns cinco dias com muitas dores, mal conseguia andar”, lembra.

Tirando essa parte, a estadia no hospital tinha lá seus privilégios. “Quando eles estavam por lá eu tinha enfermeira que ajudava, refeições vinham prontas, prefiro estar aqui na minha casa, lógico, mas isso ajudava bastante. Cuidar de três não é nem um pouco fácil”, desabafa.

E não é mesmo. Tanto que agora ela não consegue dormir direito, está morando com a sogra e até seus outros dois filhos, Pedro Henrique de 12 anos e Heloísa, que está com 8 anos, a ajudam nas atividades domésticas e a cuidar dos pequenos.

“Morávamos em Miranda, tive que vir por conta da gravidez e agora não tenho previsão de ir embora daqui, eles estão muito pequenos e tem as consultas médicas e tudo o mais”, declara. “Os mais velhos estão me ajudando muito, foram bastante compreensivos, mas eles acham tudo bem estranho, afinal antes vivia em função deles”, completa. O pai os visita quando pode, é autônomo e atualmente está trabalhando em Coxim

Dos 3, Maria Laura é a que mais mama no peito. “Não tenho leite para os três, como ela é a que mais precisa de cuidados tenho que priorizar”, pontua. Eles mamam a cada duas horas e meia e Lucas e Leonardo tomam cerca de 60ml de leite Nan. “Tem dias que quase não durmo e numa noite dessas um deles começou a chorar, achei que fosse a Maria. Dei o peito, porque já estava perto da hora deles tomarem e só quando estava terminando vi que era o Lucas que estava no meu peito. Tive que acalmá-la de outro jeito depois”, recorda.

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Trigêmeos não são idênticos, mas já causaram confusão na mãeTrigêmeos não são idênticos, mas já causaram confusão na mãe


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