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Comportamento

Assis morreu, mas a história do melhor doce caseiro do bairro ficou

Aos 90 anos, o homem que vendia rapadura e quebra-queixo no Guanandi deixou marca na infância das pessoas

Por Natália Olliver | 18/05/2026 06:45
Assis morreu, mas a história do melhor doce caseiro do bairro ficou
Sr Assis morreu, mas legado de melhor doces do birro ficou (Foto: Arquivo pessoal)

Francisco de Assis Cândido partiu aos 90 anos, mas deixou pelas ruas do Guanandi uma memória difícil de apagar. Conhecido por todos como “Sr. Assis”, ele passou décadas adoçando a infância de muita gente com cocadas, quebra-queixo, doce de leite, rapadura e doce de mamão. Quem conta parte dessa história é uma das netas, Débora Cândido.

RESUMO

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Francisco de Assis Cândido, o querido Sr. Assis, faleceu aos 90 anos em decorrência de uma pneumonia, deixando um legado afetivo no bairro Guanandi. Por décadas, ele vendeu cocadas, quebra-queixo e doce de leite de porta em porta, adoçando a infância de gerações. Aprendeu sozinho a fazer os doces e criou seis filhos com o trabalho. Pai, avô de nove netos e bisavô de oito bisnetos, ele é lembrado com carinho pela comunidade.

Os produtos eram vendidos de porta em porta, sempre depois da tradicional feira do bairro. Há cerca de 20 anos ele deixou de vender os doces, mas nunca saiu da lembrança de quem cresceu esperando sua passagem pelas ruas.

Assis morreu, mas a história do melhor doce caseiro do bairro ficou
Carinho usado por Assis para vender doces segue na casa da família (Foto: Arquivo pessoal)

“Mesmo quando as pessoas não tinham dinheiro, ele dava doce”, relembra a neta. Muitas vezes, segundo ela, bastava uma moeda de R$ 1 para sair com um quebra-queixo nas mãos e um sorriso no rosto. Foi assim, com simplicidade e trabalho duro, que o senhor Assis criou os filhos e conquistou o carinho da vizinhança.

“Ele era muito querido por todos. A família era de 6 filhos, três vivos. Ele era viúvo de 3 mulheres. Tinha 9 netos e 8 bisnetos. Ficam boas lembranças dele porque era um avô muito bom.” A neta guarda na memória a lembrança do doce quebra-queixo. Para ela, era o melhor que o avô fazia. Inclusive, Assis aprendeu sozinho a fazer os doces.

Nos últimos anos, vivia em casa sob cuidados da família, depois de sofrer um acidente que comprometeu a bacia e tirou seus movimentos. Ainda assim, seguia lúcido e tranquilo, como descreve a neta.

Assis morreu, mas a história do melhor doce caseiro do bairro ficou
Sr.Assis com a filhaFrancisca de Jesus Cândido; ao todo ele teve 6 (Foto: Arquivo pessoal)

Nas redes sociais, as despedidas vieram acompanhadas de lembranças doces. “Cocada, quebra-queixo, doce de leite, rapadura, doce de mamão e muitos outros adoçaram nossa infância”, escreveu uma moradora. Entre memórias e saudades, o “Sr. Assis do doce” segue vivo no coração de quem um dia correu para comprar um pedaço da felicidade embrulhado em açúcar.

Assis faleceu devido a uma pneumonia, uma infecção respiratória que inflama os alvéolos pulmonares, enchendo-os de líquido ou pus.

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