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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

06/12/2016 07:59

Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação

Naiane Mesquita
Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação

Nas paredes da casa de Isac Zampieri há muita história. Das amizades que colecionou ao longo do tempo com artistas plásticos e que se transformaram em quadros muito bem posicionados a fotos em preto e branco da longa carreira que acumula no teatro. Unindo cada ponta há os mapas da outra profissão que escolheu, de geógrafo.

“Por eu ser muito amigo do pessoal das artes plásticas eu ganho ou compro muita obra. Eu gosto de artes, é natural, trabalho com teatro, por isso minha casa tem muita coisa relacionada a arte. A maioria são de amigos e alguns de quem sou fã”, afirma Isac.

Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação
Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação

O apartamento de dois quartos, localizado no bairro Taquarussu quase ficou pequeno para tantas obras. Na parede da sala há um corredor. Ali, ele guarda as mais especiais, de grandes artistas como Ilton Silva a pessoas que o tocaram pela sensibilidade, como do jovem Ovini Rosmarinus. “Ele faleceu ainda quando era jovem, mas fez essa pintura, que é uma releitura da minha peça Rubens Artaud, o meu maior sucesso”, explica Isac.

Inspirada no ator e diretor Rubens Correa, o monólogo “Rubens Artaud” estreou em 1997 e permaneceu em cartaz durante dez anos. As lembranças estão muito bem representadas na casa de Isac, por meio de fotos de Jefferson Ravedutti, cartazes da época e um pôster. “Antes mesmo de estrear a peça a primeira coisa que fizemos foi o ensaio fotográfico. As fotos eu guardo até hoje. Desse ensaio, um amigo fez uma obra, que está na porta do meu quarto. Ao meu lado é o Edson Contar, historiador”, diz.

Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação

Geógrafo de profissão e professor da Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, Isac segue com a arte em todas as esferas da vida. De outro amigo ganhou uma releitura de um mapa do Rio de Janeiro.

“Ele sabia que eu gostava de mapas. De cada lugar que eu viajo eu trago um mapa e guardo. Depois coloco na parede. Ajusto a decoração”, comenta.

Nessa caminhada já são 28 anos de história no teatro de Mato Grosso do Sul. Natural de Terenos, ele viu a família fincar as raízes na terra junto com a Noroeste do Brasil. O avô Isaac Cardoso foi um dos primeiros a acreditar na região.

“Ele chegou junto com a ferrovia e viu ali uma oportunidade. Montou um comércio e ficou por lá. Morei minha infância em Terenos e depois em outras cidades da região. Meu pai era bancário, então mudamos muito”, conta.

O espetáculo que tem no coração quem dirigiu foi o amigo, Dagô. “Ele era diretor e também artista plástico. Nós apresentamos em um praça, para começar o espetáculo eu chegava em uma carroça”, relembra, cheio de saudade.

Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação
Com quadros de amigos e fotos do passado, casa de Isac é pura recordação

É com todas essas histórias contadas na casa que ele escolheu viver que Isac arruma o quarto de hóspedes para receber outro ator, ArceCorrea. “Eu e o Arce nos conhecemos há muito tempo. Ele está morando em São Paulo e no final do ano a Maria Quitéria fica requisitada. O quarto está arrumado para receber ele e talvez mais uma amiga”, ri Isac.

Esse cuidado inclui até a cama, que sem pés, fica direto no chão. “Na verdade aconteceu um acidente. A cama quebrou. Como o pessoal mais alternativo não liga eu deixei assim. A cama era dos meus pais, eu não quero me desfazer dela, tem um valor sentimental. Por enquanto não vou arrumar”, assegura o ator.



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