Herança da família Pinheiro é a reza de Reis que já dura 70 anos
Celebração conduzida por mulheres foi passada de mãe para filha e reúne amigos, parentes e grupos de oração

Passada de mãe para filha, a reza do Dia de Santo Reis tem 70 anos e já chegou à quarta geração na família de Letícia Pinheiro, de 31 anos. Uma das atuais guardiãs da tradição, Aparecida Pinheiro, de 73 anos, resume a força do costume: “não precisa nem convidar”.
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A tradição da reza do Dia de Santo Reis, passada por gerações na família de Letícia Pinheiro, de 31 anos, mantém viva uma celebração que já alcança sua quarta geração. Aparecida Pinheiro, de 73 anos, e sua irmã Luzia, de 72, preservam os costumes herdados de sua mãe, incluindo o tradicional chá de chocolate e pão servidos após as orações. O evento, que já chegou a reunir 50 pessoas, agora se prepara para sua quinta geração de guardiãs, com Letícia assumindo futuramente a organização. Apesar das adaptações ao longo do tempo, como a redução do tamanho do presépio, a essência da celebração permanece, fortalecendo os laços familiares e comunitários através da fé e da tradição.
Ao Lado B, Aparecida conta que, desde criança, ajudava a mãe a montar o presépio e participava da reza. “Ela também tinha a tradição de dar um chá de chocolate e um pão no fim da reunião”, lembra.
Hoje, 24 anos após o falecimento da mãe, a aposentada e a irmã, Luzia Idalina Pinheiro, de 72 anos, mantêm o mesmo lanche servido ao final do encontro. “Desde o dia 24, quando a gente celebra o nascimento, já vamos nos preparando espiritualmente, rezando e pedindo a Deus paz e tranquilidade. E, nas vésperas do dia do terço, a gente se prepara fazendo os comes e bebes”, explica.

A próxima guardiã do encontro será Letícia. Quando ela assumir a organização, a família entrará na quinta geração de mulheres à frente da reza. A servidora pública conta que o terço já reuniu cerca de 50 pessoas, entre amigos, familiares e integrantes do grupo de oração.
Com o passar dos anos, alguns elementos da celebração mudaram. O terço segue o mesmo ensinado pela avó de Letícia, mas o presépio ganhou tamanho menor e menos enfeites. “O terço é um momento de encontro e fortalecimento, não só comunitário, mas familiar também. A gente se reúne, celebra junto, reza e depois confraterniza. Isso sempre fortalece esse laço”, afirma.
Durante a celebração, Letícia relata que o sentimento predominante é a gratidão, embora a saudade também esteja presente. “Às vezes vem uma breve tristeza, porque algumas pessoas da nossa família já partiram e não estão mais conosco. Mas também vem um conforto, porque estamos ali mantendo essa tradição viva”, compartilha.
Pensando no futuro da reza, a servidora pública diz que tenta ensinar aos mais novos a tradição recebida das antepassadas. “Acredito que essa tradição ensina perseverança, porque não é fácil. A gente vê muitas mudanças nas gerações mais novas, tem gente que não gosta, que acha demorado, mas tentamos ensinar”, pontua.

Outras celebrações
Além da família de Letícia, o Dia de Reis também será celebrado pela família Benitez Ortiz. A cerimônia organizada por eles acontece neste sábado (10), a partir das 18h, com procissão saindo da Rua Paissandu, 1568, em Dourados.
Às 19h será rezado o terço e, às 19h30, ocorre a entrega de marmitas. A celebração segue até depois das 20h, com show de baile e queima de fogos.
Em Bodoquena, a comemoração será realizada na Chácara Kinka, a partir das 10h deste sábado (6). A programação inclui chegada da bandeira, reza do terço, almoço, com orientação para que os participantes levem pratos e talheres, encerramento da bandeira e carapé com o Grupo Uirapuru.
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