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Comportamento

Homenagem no Face rende clientes à família que vende churros até em moto

Elverson Cardozo | 04/02/2015 06:23
Brasilino com a filha, Cassia. (Foto: Marcelo Calazans)
Brasilino com a filha, Cassia. (Foto: Marcelo Calazans)

A manicure Cassia Gomes da Silva, de 24 anos, não imaginava que uma singela “homenagem” ao pai pudesse gerar tanta repercussão e aumentar os lucros da família. No início do mês passado ela postou, no Facebook, em um desses vários grupos de classificados, uma foto de seo Brasilino Carlos da Silva, 62, na esquina das ruas 14 de Julho com a Barão do Rio Branco, no Centro da cidade. “Oi, gente, quem quiser comer o melhor churros de Campo Grande é só passar no carrinho do meu pai. É o Churros Chaves”, escreveu na legenda.

O post repercutiu rápido e positivamente. Cassia foi elogiada pela postura e por enaltecer o trabalho do pai. Nos comentários, muita gente disse que jovem é um exemplo a ser seguido.

“Falaram que é bonito e que deveria existir mais pessoas assim, que honram os mais. Eu tenho orgulho dele. Não foi só para fazer propaganda. Foi para mostrar meu pai também”, diz. “Ele sustentou os quatro filhos assim. Sempre manteve a casa”, completa.

A homenagem-propaganda deu mesmo resultado. Seo Brasilino, conta a manicure, tem vendido como nunca e, se já era uma figura conhecida, tanto quanto o “Baiano da Pioca”, outro personagem que faz parte da história da Capital, ficou ainda mais visado.

Didi, filho de Brasilino, trabalha no "Motochurros". (Foto: Arquivo Pessoal)
Didi, filho de Brasilino, trabalha no "Motochurros". (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ele disse que as vendas aumentaram. Falou que esses dias estava passando na rua e alguém falou que ele vendia o melhor churros de Campo Grande”, afirma. O pai confirma: “Estão aparecendo muitos clientes. Todo mundo está me enxergando, me vendo. Alguns vem comprar porque viram na internet”.

A “campanha” deu tão certo que, dias depois, Cássia resolveu divulgar o irmão, Didi, que trabalha como “Motochurros” por vários bairros da cidade. Didi aprendeu o ofício, claro, com Brasilino, que está na profissão há pelo menos 30 anos, 15 apenas no Centro, no mesmo ponto.

Visão empreendedora – Com clientes fiéis, conquistado ao longo de anos, o senhor conta que, para se manter diante da concorrência, precisou ser estratégico. No início, ele divulgava o produto como “Churros de Ouro”. Depois, adotou o “Churros Original” como apelo.

De uns anos para cá o carrinho foi batizado de “Churros Chaves”. O nome do personagem, garante, chama atenção. “Isso foi sabedoria minha, porque o Chaves tem milhões de fãs. Antes de eu botar a propaganda as vendas eram mais fracas, mas quando coloquei dobrou. Você não pode ter cabeça só para usar chapéu”, ensina, com a sabedoria de quem aprendeu tudo na prática.

Há 35 anos na profissão, Brasilino aprendeu a ser estratégico. (Foto: Marcelo Calazans)
Há 35 anos na profissão, Brasilino aprendeu a ser estratégico. (Foto: Marcelo Calazans)

“Chaves é um personagem muito forte. Dizem que ele morreu no ano passado, mas o nome dele continua, igual do ElvisPresley e de outros artistas”, finaliza.

Serviço – Brasilino vende churros de doce de leite, chocolate ou misto, a R$ 2,00 (a unidade). Ele trabalha em frente à loja Riachuelo, no cruzamento das ruas 14 de Julho com Barão do Rio Branco, no Centro. Costuma ficar no local das 16h às 19h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 12h às 19h. Já o filho, Didi, atende por encomenda, pelo telefone (67) 9174-9797.

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