Mad Max é relíquia de 1929 que virou xodó de família e atração nas ruas
Após fazer sucesso na feira de antigos, o Lado B deu uma voltinha na máquina para te contar como é

Depois de fazer sucesso na feira de antigos neste final de semana, o Lado B deu uma voltinha no Mad Max, uma das relíquias do casal Lillian Gurgel, de 35 anos, e Pedro Gurgel, de 37 anos. O autêntico modelo americano Hot Rod de 1929 deixa muita gente curiosa pelas ruas pelo visual antigo e motor potente à mostra.
RESUMO
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O casal campo-grandense Lillian e Pedro Gurgel são apaixonados por carros antigos e possuem uma coleção que inclui o Hot Rod americano de 1929, apelidado de Mad Max, avaliado em até R$ 300 mil e que faz apenas 600 metros por litro de gasolina. Levou sete anos para ser montado com peças importadas e hoje é o xodó da família, que também tem uma Dodge Dart 1972, um Chevette 1993 e um Dodge Magnum 1980.
É impossível ignorar o ronco da máquina. De cara, já adiantamos: se você sonha em ter um desses, prepare o bolso. O investimento pode chegar a R$ 300 mil e, pior, ele é beberrão: faz 600 metros com um litro de gasolina. O casal demorou 7 anos para deixá-lo como está hoje.
Apesar disso, os dois não se arrependem e dizem que o gasto compensa. O Mad é um dos xodós, não só deles como dos filhos. A primeira coisa que notamos foi o cheiro forte de gasolina que fica no corpo após o passeio.
Para entrar no veículo, é preciso pisar no pneu e no banco de couro vermelho. O trajeto é digno de filme, com ronco quase ensurdecedor, mas, como Lillian afirma, “mesmo com calor, a direção pesada, o vento no rosto compensa. É uma paixão”.
Lillian dá uma dica de ouro para quem quer ter carros antigos: tem que estar com a academia em dia, porque, sem as direções mais modernas, como elétrica e hidráulica, haja braço para aguentar manobrar o bicho.
“A direção do Mad Max é dura. Dá uma sofrida, mas compensa porque ele é uma alegria. Só tem nos trazido alegria. Temos 3 filhos e só o bebê que não anda porque não dá para adaptar a cadeirinha”.
O casal campo-grandense transformou o que muitos chamam de “hobby de luxo” em história para contar. Ali, eles afirmam que não colecionam para deixar o veículo parado na garagem. O objetivo é colocar as relíquias para andar mesmo.
“O legal do Hot Rod é que ele é um carro que vem da cultura da Califórnia. Ele é uma chimbiquinha, aquelas antigas. A estrutura acaba sendo uma, o baú, mas foi adaptado com a cultura de lá de corrida no deserto, por isso que ele tem o motor V8 de respeito, com tudo o que tem direito, para ter potência para fazer a arrancada".
Pedro conta que o carro foi feito em Mato Grosso do Sul, vendido para alguém de São Paulo (SP) e revendido para eles depois de anos. Eles se encantaram pela história do carro e, em pouco tempo, ele virou queridinho da casa.
“O nosso Mad Max é todo legalizado. O cara demorou 7 anos montando e importando peças para ficar um modelo originalmente americano. Tem carros dele feitos no Brasil, só que com peças nacionais, aí não caracteriza. Ele foi montado para ser original. O que está aqui é o mesmo que vê lá fora. Todo ele é gringo. Ele é apto para andar na rua normal, só tem que ter bolso para aguentar a gasolina”, comenta.
Além do Mad Max, o casal tem mais 3 veículos: um Dodge Dart 1972, chamado White Horse; um Chevette 1993, apelidado de Bob Zero Lactose; e o caçula, um Dodge Magnum 1980, que ainda está sem nome.
Paixão por adrenalina
A história do casal é tão veloz quanto os carros que pilotam. Lillian e Pedro engravidaram do primeiro filho na primeira vez que ficaram juntos. No susto da convivência, descobriram que compartilhavam a mesma paixão pelo automobilismo.
“Veio por parte do meu pai. Quando eu tinha 5 anos, ele já me colocava para correr de kart. Com 7 anos, ele me deu a minha primeira moto, que tenho até hoje, uma Jog, e desde sempre me levava junto para arrancadas. Eu sempre me interessei por velocidade e motor. Antes de conhecer o Pedro, já participava de arrancadas. Nossos hobbies só se complementaram”.
Pedro, desde pequeno, sempre foi apaixonado por motos, colecionou Hot Wheels, que passou a coleção para os filhos, e já adorava carros antigos. Ele começou a concretizar os seus sonhos com 18 anos. Foi quando comprou a primeira moto que aprendeu a pilotar. O veículo ainda está com o casal, uma Garelli 3.
“A gente engravidou do nosso primeiro filho na primeira vez que ficamos juntos. Imagina, a gente se conhecia muito pouco. E, na convivência, fomos descobrindo nossos gostos parecidos. Nossos filhos são apaixonados por carros e motos, todos os planos deles para o futuro contêm carro antigo e moto barulhenta”.
Lillian relembra que todos os carros têm uma história bacana. Tudo começou porque os pais dela foram embora para os Estados Unidos e deixaram um carro. Foi vendo o marido pesquisar sobre carro antigo que despertou tudo.
“Ele tem paixão por carro antigo e eu também. A gente trocou um Peugeot 207 em um Chevette tubarão, que ficou com a gente e foi trocado pelo Hot Rod. Ele foi o nosso primeiro carro, foi o incentivo. Foi aí que vimos que gostávamos realmente de carro. Ganhamos um carro em rifa, já fizemos arrancada com eles. O Bob Zero Lactose a gente trocou em um relógio. O Pedro ganhou em uma rifa e compramos ele”.
Confira a galeria de imagens:
Além de ser um hobby andar de carro antigo, acaba sendo uma oportunidade de comércio e negócio. “A gente tem padrão nos carros, somos enjoados. Todo carro que pegamos, a gente modifica e deixa ele zero. A gente roda, escuta o barulho e manda restaurar tudo. Deixamos bem redondinho para valorizar e vender.”
Nas redes, os dois compartilham a rotina com os carros pelo perfil "Casal 100 Problemas MS".
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