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Interior

Ministro classifica ações policiais em áreas de retomada como “violação grave"

Eloy Terena diz que ingresso de agentes em territórios indígenas deve ter autorização judicial

Por Ana Paula Chuva e Helio de Freitas, de Dourados | 16/05/2026 12:05
Ministro classifica ações policiais em áreas de retomada como “violação grave"
Eloy durante cerimônia na faculdade indígena neste sábado (Foto: Helio de Freitas)

Durante a assinatura do TED (Termo de Execução Descentralizada) com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, neste sábado (16), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que operações policiais em territórios indígenas sem autorização judicial representam uma “violação grave”.

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Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que operações policiais em territórios indígenas sem autorização judicial são uma violação grave. Em Dourados, ele destacou que o ingresso policial deve ocorrer com autorização judicial e participação federal. O ministério dialoga desde 2023 com o governo do Mato Grosso do Sul para criar protocolos, mas há dificuldades políticas. A declaração ocorre após denúncias de violência em áreas Guarani e Kaiowá.

Segundo Eloy, o Ministério dos Povos Indígenas mantém diálogo desde 2023 com o Governo de Mato Grosso do Sul e com a Secretaria Estadual de Segurança Pública para a construção de protocolos de atuação das forças de segurança em territórios indígenas.

Ao Campo Grande News, o ministro destacou que o ingresso de forças policiais em comunidades indígenas deve ocorrer apenas mediante autorização judicial e, preferencialmente, com participação de forças federais e acompanhamento da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

No entanto, reconheceu que ainda existem dificuldades políticas para a consolidação de um protocolo conjunto entre o Estado e as comunidades indígenas. A declaração ocorre em meio a denúncias de lideranças indígenas sobre ações policiais em áreas de retomada Guarani e Kaiowá, que teriam resultado em episódios de violência e violações de direitos.

O Ministério dos Povos Indígenas segue defendendo a construção de regras claras para atuação das forças de segurança, com foco na proteção dos direitos das comunidades e na prevenção de novos episódios de violência.

Um dos casos mais recentes de confrontos foi registrado em abril deste ano na Fazenda Limoeiro em Amambai, a 351 km de Campo Grande. Na ocasião, foram divulgadas imagens pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) que mostravam  policiais chegando a uma área onde estavam indígenas Guarani e Kaiowá. Bombas de gás foram detonadas para obrigar o grupo a se afastar. (veja abaixo).


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