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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

28/01/2019 08:47

Na fila do transplante, Bianca quer se curar para tomar banho de cachoeira

A menina foi diagnosticada com leucemia há 2 anos e na última vez que foi à praia não pôde entrar na água por recomendação médica

Viviane Oliveira
Sorridente, Bianca conta que quando tiver curada quer ir à praia com a família para dar um mergulho (Foto: Marina Pacheco) Sorridente, Bianca conta que quando tiver curada quer ir à praia com a família para dar um mergulho (Foto: Marina Pacheco)

Aos 5 anos e mais uma na legião de apaixonadas por slime, Bianca só não é como qualquer outra criança por conta da leucemia. A menina do sorriso largo não gosta de água fria, mas mesmo assim quer se curar logo para tomar banho de cachoeira e mar. Ela diz que quando a médica liberar quer ir passear com a família e dar um mergulho bem demorado. Tanta vontade assim é porque da última vez que foi à praia, a menina não pôde entrar. “Ela só molhou os pés”, conta a mãe, Vanessa Pereira da Silveira, 26 anos.

Bianca foi diagnosticada com a doença há 2 anos. Desde então, enfrenta o tratamento doloroso com sessões de quimioterapia e radioterapia. Mesmo sentindo fortes dores nas articulações, em decorrência da doença, Bianca é sorridente e gosta de passar o tempo assistindo pelo celular tutoriais de como fazer slime.  

Os pais da menina, que aguarda na fila por transplante de medula óssea, chegaram a receber a notícia de que a doença havia desaparecido. De tanta felicidade, a mãe comprou um bolo para comemorar. Porém, mesmo seguindo o tratamento à risca, a doença voltou.

Os últimos exames realizados pela equipe médica mostraram agravamento da doença e como medida de urgência, Bianca precisa de uma medicação que custa R$ 100 mil a dose. O tratamento deve durar três meses, mas o SUS (Sistema Único de Saúde) não fornece o remédio que não é vendido no Brasil.

Bicanca abraçando o pai, Alexandro da Silva Nogueira (Foto: Marina Pacheco) Bicanca abraçando o pai, Alexandro da Silva Nogueira (Foto: Marina Pacheco)

De terça-feira (22) para cá, quando recebeu a notícia de que o organismo da criança está resistente ao tratamento realizado até agora, Vanessa corre contra o tempo para conseguir o Blinatumomab (remédio para tratar o câncer, especialmente em casos de leucemia).

Nos primeiros dias, as doses serão ministradas no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Regional Rosa Pedrossian. Sem condições para arcar com o tratamento que custará R$ 300 mil, a família providencia junto ao hospital papelada com o pedido, que deve ficar pronta amanhã. No mesmo dia, Vanessa vai à Defensoria Pública para tentar conseguir o remédio de forma gratuita. 

“Estou confiante, mas correndo contra o relógio. Ela precisa urgente dessa medicação para aguentar esperar o transplante". A médica encaminhou o pedido de urgência também para o Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).

O caso é grave. A família fez o teste de compatibilidade para descobrir um doador, mas nenhum parente pe compatível. Preocupados, os pais tentam não demonstrar a apreensão para a filha. "A gente tem que ser forte e passar confiança para ela", reforça. 

Quem quiser ajudar a família pode entrar em contato com Vanessa pelos telefone (67) 9 9286-1565, com o pai Alexandro (67) 99174-2780 ou depositar qualquer quantia para a Caixa Econômica Federal em nome de Bianca da Silva Pereira - agência: 1568 conta poupança: 00058089-2.

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Bianca contando que aprendeu fazer slime assistindo vídeo pela internet  (Foto: Marina Pacheco) Bianca contando que aprendeu fazer slime assistindo vídeo pela internet (Foto: Marina Pacheco)


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