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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

08/03/2017 06:20

Parceiras desde o nascimento, irmãs dividiram pais, o quarto e as gestações

Renata e Gabi ficaram grávidas juntas, descobriram juntas e registraram este momento das barrigas também, juntas

Paula Maciulevicius
Renata e Gabriela, irmãs separadas por 10 meses, compartilharam até as gestações. (Foto: Danielle Rossi)Renata e Gabriela, irmãs separadas por 10 meses, compartilharam até as gestações. (Foto: Danielle Rossi)

Apenas 10 meses e 23 dias separam as irmãs Gabriela e Renata. Quase gêmeas, de 30 de janeiro até ontem, dia 7 de março, elas tinham a mesma idade. A mais velha, Gabi, que desempatou ao completar 31 anos. Parceiras desde que a mais nova, Renata, nasceu, as duas dividiram os pais, a casa, o quarto e quando a hora chegou, as gestações. 

Criadas para serem cúmplices na vida, as duas já não moram na mesma cidade desde 2005, ano em que Gabriela se casou e mudou para o Sul do País. Logo depois, Renata também subiu ao altar e desde então, já morou até no Uruguai. 

Mas as mudanças não apagam as memórias de infância e nem diminuem a intensidade do amor fraterno. Se tem um presente que a vida e os nossos pais nos dão, são os irmãos. Um amor para quem a gente não consegue mentir, nem esconder nada e quem nos ensinou desde o nascimento o que era a amizade e que a felicidade merece ser compartilhada.

Com um pé na barriga da outra, irmãs viraram mães e tias juntas. (Foto: Danielle Rossi)Com um pé na barriga da outra, irmãs viraram mães e tias juntas. (Foto: Danielle Rossi)
Quando Benjamin nasceu, em setembro de 2013.Quando Benjamin nasceu, em setembro de 2013.
No centro cirúrgico para o parto de Renata. No centro cirúrgico para o parto de Renata.

"Quando a gente era criança, viviam perguntando: 'vocês são gêmeas'? Na escola, ela sempre teve um ano a mais que eu. Em casa, quando eu brigava, dizia: 'vou ficar 5 minutos sem falar com você', mas nem isso eu conseguia", narra a jornalista Renata Ribeiro Rodrigues Silveira, de 30 anos.

"Nossa, a gente fazia tudo juntas e até certa idade tínhamos o mesmo tamanho, depois ela desenvolveu e eu fiquei para trás", brinca a irmã, contadora Gabriela Ribeiro Rodrigues, de 31 anos.

Hoje Gabi mora em Campo Grande e Renata, em Bataguassu. A fotografia que revela tamanha cumplicidade, das barrigas, foi tirada em 2013, antes de Benjamin e Isabela chegarem ao mundo e fazerem delas mães e tias.

A gravidez elas também souberam juntas. Renata estava passando férias na casa da mãe, em Campo Grande e na desconfiança, pediu para que Gabriela comprasse o teste. A irmã mais velha se preparava para engravidar e resolveu tirar a prova se já não estava grávida.

E as crianças com os avós. E as crianças com os avós.
Na festinha de 2 anos dos dois. Na festinha de 2 anos dos dois.

"Ela comprou dois. Eu fiz e deu positivo", lembra Renata. "Eu só tinha uma semana de atraso, mas a minha listrinha não deu forte como a dela. Na hora, nem acreditei. 'Como assim você fica grávida primeiro que eu?' Fui pesquisar na internet e depois fiz o exame de sangue. Uma hora depois saiu o resultado e era positivo", recorda Gabi.

As duas combinaram de contar aos pais, que eles seriam avós, juntas. Mas a cerimônia de revelação estava explícito. A dupla com papel nas mãos e a emoção nos olhos nem permitiu que uma palavra fosse dita e o pai já comemorou que seria avô.

A maternidade das irmãs foi vivida à distância. Renata no Uruguai e Gabriela aqui. E a troca de mensagens as aproximou ainda mais. Às vésperas de ganhar Benjamin, Renata veio para a Capital, na mesma ocasião que Gabriela fez o ensaio de gestante.

"E eu falei: 'vamos comigo? A gente tira uma foto juntas' e foi assim". Era julho e o bebê dela era para agosto e o meu, para setembro", recorda Gabi.

A imagem hoje traz as melhores lembranças. "Ela representa bem o que a gente é. Não tem nem o que dizer da minha irmã. Viver tudo o que a gente viveu, já dividiu e agora de ter os filhos juntos, criamos eles tentando passar isso de serem irmãos", expressa Renata. E ainda hoje ela sente o que a 'gêmea' de longe também vive. "É eu olhar e saber o que ela está pensando, eu também me sentir mal em dias em que ela não está bem".

O sapatinho nas mãos uma da outra, fazendo o carinho de irmã e tia, faz Gabriela até se emocionar. "Não consigo me imaginar na vida sem a minha irmã. E sinto que este foi um grande presente de Deus para nós, a oportunidade da gente dividir aquele momento juntas".

Benjamin e Isabela já tem 3 anos de idade e irmãozinhos. O que mais motivou as duas a encararem uma segunda gestação foi terem sido irmãs uma da outra. "Por conta de eu ter uma irmã, eu sabia o quanto é bom e seria muito egoísmo da minha parte eu não dar um irmão", explica Renata. Joaquim, o segundo filho dela, completa um ano no mês que o segundo filho de Gabriela chega, em junho. 

Os priminhos, apesar da distância, herdaram o mesmo sentimento das mães. "Ela vive com saudade dele e ele dela. São meio grudadinhos. Um escuta a voz do outro e já sai correndo", descreve Renata. 

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Benjamin e Isabela herdaram das irmãs o mesmo sentimento de cumplicidade. Benjamin e Isabela herdaram das irmãs o mesmo sentimento de cumplicidade.


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