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Campo Grande, Sábado, 07 de Dezembro de 2019

19/11/2019 07:33

Pioneiros por aqui, “Encontristas” da década de 1960 celebram jubileu

Ação iniciada há 50 anos inspira movimentos de campistas e cursilhistas até hoje

Danielle Valentim
Fotos do primeiro encontro se perderam, mas nesta imagem moças se reúnem em 1974. Fotos do primeiro encontro se perderam, mas nesta imagem moças se reúnem em 1974.

Ex-encontristas devotos de Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora, se reuniram na Igreja São Sebastião, neste fim de semana, para o jubileu do “1º Encontro de Jovens Construindo” que aconteceu em 1969. Há 50 anos, o padre Zezinho, que é o primeiro salesiano cantor e compositor do Brasil, trouxe a fórmula para “manter a juventude firme” na fé católica e parece que o movimento inspira até hoje.

Por aqui, os encontros do grupo aconteciam na Lagoa da Cruz, no Instituto Salesiano São Vicente. A doutora em educação Dáugima Maria Santos Queiroz, conhecida como Dadá, foi a 1ª coordenadora do grupo e quem organizou a reunião do pessoal outra vez.

Dáugima Maria Santos Queiroz, conhecida como Dadá, foi a 1ª coordenadora do grupo e quem organizou a reunião do pessoal outra vez.Dáugima Maria Santos Queiroz, conhecida como Dadá, foi a 1ª coordenadora do grupo e quem organizou a reunião do pessoal outra vez.

“Montamos um grupo no WhatsApp e hoje vieram 80 pessoas de Campo Grande, Corumbá, Aquidauana, Recife, Florianópolis, São Paulo e Curitiba. Superou as expectativas e agora com o objetivo alcançado o grupo se encerra”, conta.

Há cinco décadas, após as instruções de padre Zezinho, os encontros continuaram sob direção do ex-salesiano de Dom Bosco e atual artista plástico Moacyr Garcia de Queiroz. Naquela época, os encontros dos rapazes e das moças eram realizados separados.

Durante as festividades, grupos se dividiam para diversas funções, a mais inesquecível era a “cozinha”, afinal, a responsável por preparar a alimentação daquele batalhão de jovens.

Responsáveis pela cozinha.Responsáveis pela cozinha.
Rapazes e moças posam para a foto. Rapazes e moças posam para a foto.

Para o reencontro e comemoração do jubileu, uma missa celebrada pelo Frei Moacyr Malaquias precedeu um grande almoço aos presentes.

Aos 80 anos, Alberto Cubel conta que fazia parte dos encontros, mas como palestrante. “Eu havia feito o Cursilho de Cristandade em 1969 e na década de 1970 comecei a trabalhar com eles. Eu fazia uma palestra que se chamava a Juventude se Constrói com Amor, que falava sobre o namoro, sobre o relacionamento dentro da igreja. Era muito bom”, explica.

Cursilho e o Encontro da Juventude foi base para todos os outros movimentos, afirma Cubel. “Quando os encontros de juventude desse grupo cessaram, uma semente foi plantada. Cursilho e Encontro de Juventude foram a base para todos esses outros movimentos”, explica.

“Para mim esse jubileu mostra o quanto Deus é bom. Poder vir aqui e reencontrar meus meninos e minha meninas nessa confraternização é só o amor ligado a Deus que permite. É uma felicidade muito grande esse reencontro”, completou.

Poder vir aqui e reencontrar meus meninos e minha meninas nessa confraternização é só o amor ligado a Deus que permite, diz Cubel."Poder vir aqui e reencontrar meus meninos e minha meninas nessa confraternização é só o amor ligado a Deus que permite", diz Cubel.
 Solange reforça a semelhança dos encontros aos movimentos atuais. Solange reforça a semelhança dos encontros aos movimentos atuais.

A professora de Direito na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) Solange Furtado, de 69 anos, reforça a semelhança dos encontros aos movimentos atuais. “Eu fiz encontro em 1970 e foi um divisor de águas na minha vida. Porque que conheci várias pessoas, fizemos vários amigos que até hoje nos acompanham e somos compadres uns dos outros. Nossos encontros na antiga FucMat, é o que chamamos hoje de acampamentos e cursilhos”, explica.

Em entrevista ao portal O São Paulo, padre Zezinho chegou a afirmar que o Brasil aprendeu a usar a pastoral de massa.

“Nós enchemos estádios a qualquer momento, com a pastoral da juventude. Aprendemos a conversar com jovens em multidão e em pequeno grupo. Há um espaço na Igreja para o jovem de mentalidade política, pois nós não expulsamos ninguém. Há espaço para o padre de esquerda e o outro mais conservador. Os dois podem falar. Isso é bom, porque o jovem ouve e escolhe. Não existe uma única direção. É como um parlamento. É um bom conceito. Na Europa, o discurso é sempre acadêmico. Mas no Brasil é mais tête à tête, olho no olho”, afirmou.

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Dom Bosco, por Moacyr Garcia de Queiroz.Dom Bosco, por Moacyr Garcia de Queiroz.
Nossa Senhora Auxiliadora, por Moacyr Garcia de Queiroz.Nossa Senhora Auxiliadora, por Moacyr Garcia de Queiroz.

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