Por que alguém tem um cavalo na garagem de casa bem no Tiradentes?
Peça funciona como vitrine e vira a principal atração na residência de Emerson
Quando a reportagem chegou à rua, ainda faltava meia hora para as 9h. Nem precisou perguntar muito. O vizinho já parecia saber o motivo da visita e avisou, quase como quem faz parte da rotina daquela curiosidade: "O dono da casa só acorda às nove".
RESUMO
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Um cavalo em tamanho real de fibra de vidro exposto na garagem de uma casa no bairro Tiradentes, em Campo Grande, chama atenção de moradores e motoristas há cinco meses. A escultura é uma vitrine da Loja do Boi de Fibra, criada por Leone Landim há cinco anos. As peças, produzidas no Pará, medem até 2,20 metros e pesam entre 30 e 40 quilos, atendendo churrascarias, fazendas e feiras agropecuárias em vários estados do Brasil.
Esperamos.
Pontualmente no horário, Emerson Bueno, de 27 anos, apareceu. Ao ouvir a pergunta sobre o cavalo preto, em tamanho real, parado na garagem havia cinco meses, deu risada. A explicação, porém, não era dele. Pegou o telefone e chamou o amigo Leone Landim, verdadeiro responsável pelo "morador" mais curioso do bairro Tiradentes.

Apesar de parecer apenas decoração, o cavalo funciona como uma vitrine da Loja do Boi de Fibra, empresa criada por Leone há cinco anos. O animal virou uma espécie de propaganda permanente e, de quebra, transformou a casa de Emerson em ponto de curiosidade para quem passa pela rua.
As esculturas são produzidas em fibra de vidro e pintadas à mão por artesãos do Pará. Leone faz questão de destacar o trabalho artístico envolvido na produção. As peças reproduzem o tamanho de animais reais, medindo, em média, 2,20 metros de comprimento por 2 metros de altura. Apesar do tamanho, pesam entre 30 e 40 quilos, facilitando o transporte.
O principal público é formado por churrascarias, fazendas, açougues, feiras e exposições agropecuárias, mas Leone explica que a empresa também atende pedidos personalizados.
"Só pegar o modelo que o cliente quer, a ideia e montamos um projeto para ele. Ele manda uma foto, e nós fazemos: gostou, aprovou, a gente manda bala!", completa.
Além do famoso cavalo do Tiradentes, outras esculturas estão espalhadas por Campo Grande, em locais como o Residencial Damha, Alphaville e diferentes estabelecimentos comerciais. As peças também já seguiram viagem para estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Ao longo desses cinco anos, alguns pedidos chamaram atenção.
"Uma vez o cliente queria fazer uma estátua idêntica a ele mesmo. Até tentamos pegar o projeto, mas era muito difícil. Os detalhes e as características de um ser humano são muito específicos e atrapalharia nossas demandas! Achamos melhor não prosseguir.", conta Leone.
Enquanto o amigo cuida da produção e das vendas, Emerson empresta a garagem para a principal estratégia de divulgação.
O resultado aparece todos os dias. Tem motorista que diminui a velocidade para olhar melhor, gente que para para fotografar e crianças que querem subir no cavalo. Até os vizinhos, que já se acostumaram com a cena, se divertem vendo a movimentação de quem tenta descobrir o motivo daquele animal estar parado ali.
E, pelo jeito, a coleção deve aumentar.
"Esse cavalo já está a tanto tempo aqui, que até passou o natal e ano novo comigo. Eu quero reformar meu quintal, colocar pelo menos mais uns dois, três cavalos lá atrás e também um boi!", diz Emerson.
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