Sem masculinidade frágil, fisiculturista bomba com rebolada
Nas redes sociais, vídeos postados por Fernando já ultrapassaram 1 milhão de visualizações
Com o corpo musculoso de fisiculturista e o gingado solto de quem não liga para a opinião alheia, Fernando Aguileira, de 33 anos, chama atenção nas redes sociais ao unir os universos do bodybuilder e da dança. Pai, atleta, dançarino e com “zero masculinidade frágil”, como ele mesmo define, Fernando viralizou ao mostrar a rotina de fitdance na academia, com vídeos que ultrapassaram 1 milhão de visualizações e alcançaram gente de todo o Brasil.
Campo-grandense, Fernando conta que começou na musculação ainda adolescente e há três anos passou a competir no fisiculturismo. “É um estilo de vida. Não é só treino, é dieta regrada, sono, suplementação. Do momento que você acorda até a hora de dormir, você está vivendo o esporte”, explica.
No entanto, por trás do físico forte, a dança sempre esteve presente. Segundo ele, o primeiro contato foi ainda na infância, acompanhando a mãe, dona Elsa, em aulas de axé. Mais tarde, ele chegou a fazer parte do balé da banda Pagodão Baiano e viajou em shows pelo interior do Estado.
Depois de um período afastado, Fernando voltou a dançar no ano passado, já dentro do universo fitness e com o desafio de segurar 20 quilos a mais no corpo. “Foi difícil no começo, porque o corpo mudou, cansa mais. Mas a paixão voltou também”, conta. A dança, inclusive, virou aliada nos treinos como cardio para queima de gordura.
A ideia de gravar vídeos veio há pouco mais de um mês, com o objetivo de incentivar outras pessoas, especialmente os homens, a se soltarem. “Aqui em Campo Grande ainda é minoria homem que dança, ainda mais fitdance. Existe preconceito. Então comecei a postar para passar essa energia e incentivar”, destaca.
Um vídeo puxou o outro e o retorno veio rápido. Em pouco tempo, Fernando tinha mais de 1 milhão de visualizações nas publicações dançando. Apesar disso, os comentários preconceituosos também vieram na mesma proporção e, segundo ele, não são raras as mensagens que associam a dança à sexualidade ou questionam sua masculinidade.
“Isso é todo dia no direct, mas sou um cara bem resolvido. Se eu ligasse para tudo isso, nem postava. A dança é algo que eu amo e se a gente for viver pelo que os outros falam a gente não faz nada”, pontua.
Para ele, as críticas dizem mais sobre quem comenta do que sobre quem dança. E é justamente por isso que continua. “Queria que as pessoas vissem com outros olhos. A dança é energia, alegria, além de ter benefícios para a saúde. Tem muita gente que não vai por medo de errar ou de ser julgada, mas não tem nada disso”, avalia.
Com o sucesso nas redes, ele já pensa em investir na área e até ser instrutor de fitdance. “A gente não sabe as oportunidades que podem surgir. Hoje estou postando todos os dias e quero continuar”, finaliza.
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