Cachorro-quente para cães? Lindy transforma fast-food em lanche pet
Hot-dog, hambúrguer e pizza ganham versões sem açúcar e com ingredientes adaptados para animais

Cachorro-quente, hambúrguer e até versões inspiradas em redes de fast-food ganharam uma adaptação improvável nas mãos de Lindy dos Santos, de 52 anos. Confeiteira pet, ela transforma lanches conhecidos dos humanos em receitas próprias para cães, sem açúcar, conservantes e ingredientes considerados inadequados para os animais.
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Confeiteira pet de 52 anos, Lindy dos Santos transforma lanches populares, como cachorro-quente e hambúrguer, em receitas seguras para cães, sem açúcar, conservantes ou ingredientes prejudiciais. Para substituir o chocolate, ela usa alfarroba. Antes de cada encomenda, a profissional consulta os tutores sobre restrições alimentares dos animais. A tendência de incluir pets em comemorações familiares tem impulsionado o negócio.
A ideia, segundo Lindy, sempre foi fazer com que os tutores olhassem para os produtos e reconhecessem ali um lanche comum, mesmo que a receita fosse completamente diferente.
“Meu desejo sempre foi que o tutor se encantasse com a minha confeitaria pet e sentisse vontade de comer também. Como tudo que eu faço é natural e sem conservantes, se o tutor sentir vontade, ele pode comer”, conta.
No cachorro-quente, assim como nos outros lanches do cardápio, a aparência é pensada para lembrar a versão tradicional, mas os ingredientes precisam respeitar as necessidades dos animais. Lindy explica que as receitas não levam açúcar e que a escolha dos componentes também depende de possíveis alergias ou restrições alimentares de cada pet.
A proteína costuma ser a parte favorita dos cães e, por isso, aparece com frequência nas receitas salgadas. Antes de preparar uma encomenda, porém, Lindy conversa com o tutor para saber o que o animal pode comer. Em casa, ela ainda conta com 2 avaliadores particulares: Anja e Oreo, seus próprios pets, que funcionam como “degustadores oficiais” antes de qualquer novidade entrar no cardápio.
A preocupação em adaptar comidas humanas também já exigiu soluções menos óbvias. Um dos maiores desafios foi criar uma versão de chocolate sem usar o ingrediente original, que pode ser tóxico para cães. A alternativa encontrada foi a alfarroba, usada para dar cor e aparência semelhantes em produtos como ovos de Páscoa, brigadeiro, chocotone e bolo.
E os pedidos não ficam restritos a um lanche isolado. Lindy conta que os tutores têm levado cada vez mais os animais para dentro das comemorações familiares. Em uma delas, um cliente que prepararia um rodízio de pizzas para o próprio aniversário encomendou outro exclusivo para os cães da casa. Em outra ocasião, ela montou um buffet completo para uma festa de aniversário pet, com direito a vários “cãovidados”.
“Os tutores estão incluindo cada vez mais os pets nas comemorações. Já fiz até rodízio de pizza para os cães enquanto os humanos também comemoravam com pizza. Meu desejo sempre foi fazer uma confeitaria pet que incluísse todos”.
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