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Consumo

Depois de customizar jaqueta antiga, Giovanna fez hobby virar trabalho

Estudante de arquitetura, ela cria artes conforme o gosto pessoal do cliente

Por Jéssica Fernandes | 25/01/2022 08:26
Jaqueta com camaleão foi a primeira encomenda da jovem. (Foto: Arquivo Pessoal)
Jaqueta com camaleão foi a primeira encomenda da jovem. (Foto: Arquivo Pessoal)

O gosto pela pintura começou na infância, mas na época, a predileção pelas artes era somente um passatempo. Em 2020, a pandemia, as férias da faculdade e o tédio fizeram com que Giovanna Granja, 23 anos, retomasse o antigo hobby. Com uma jaqueta antiga do pai, algumas tintas e um pouco de criatividade, a estudante fez a primeira customização e, desde então, não parou mais.

A decisão de continuar desenvolvendo o trabalho, segundo ela, ocorreu porque pessoas próximas começaram a fazer encomendas. Ao postar no Instagram o resultado da primeira arte, ela foi procurada por um amigo e assim, surgiu a oportunidade de transformar o passatempo em negócio. “Eu postei foto e um amigo veio falar comigo. Falei que nunca tinha feito para ninguém e ele disse que tudo daria certo”, lembra.

Ao Lado B, Giovanna comentou mais sobre o serviço e como desenvolve os desenhos personalizados. Antes de iniciar o processo criativo, a jovem procura saber o gosto pessoal do cliente e alinhar a proposta dele com a arte.  “Às vezes, a pessoa vem com a ideia pronta ou eu ajudo a escolher. Eu faço o mapeamento da jaqueta para ela ter noção do lugar do desenho, faço análise das cores que a pessoa gosta e desenho”, explica.

Jaqueta com desenho em preto e branco. (Foto: Arquivo Pessoal)
Jaqueta com desenho em preto e branco. (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois de dois anos, a acadêmica de Arquitetura estima ter customizado pelo menos 20 jaquetas. Com muita cor, seja em tons vibrantes ou terrosos, as produções costumam retratar imagens de animais, pessoas e objetos. O prazo para as entregas costumam variar, pois o trabalho é conciliado com a faculdade. “Agora, tô com duas jaquetas para fazer. Quando estava de férias, levava umas 10 horas para terminar, mas hoje, é uma semana para fazer a jaqueta”, diz.

Quando estava começando a mexer com a customização, Giovanna revela que cobrava somente o valor do material. Com o passar do tempo, ela começou a estabelecer preços específicos para o trabalho. “O tempo que demoro, é o valor que eu cobro. São preços variados, mas fica em torno de trezentos a quinhentos reais”, afirma.

Questionada sobre como é o sentimento de fazer do hobby um empreendimento, Giovanna conta que voltou a pintar sem muita pretensão. “Eu pintava quando criança, mas era só um passatempo. Nunca tinha pintado tecido, só tela, mas nada demais. Veio a pandemia, eu não tinha nada para fazer e comecei de novo”, conta.

Pintura feita para um cliente que é fotógrafo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Pintura feita para um cliente que é fotógrafo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Empolgada, hoje, ela faz vídeos para compartilhar o trabalho e, graças ao engajamento das redes sociais, outras pessoas conseguem acompanhar as customizações. Quem quiser fazer uma encomenda, é só mandar no direct da @gi_granja.

Giovanna vestindo a primeira jaqueta que custumizou. (Foto: Arquivo Pessoal)
Giovanna vestindo a primeira jaqueta que custumizou. (Foto: Arquivo Pessoal)

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