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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

20/03/2019 07:15

Cervejeiras comemoram 2 anos juntas, mas há regras para entrar no grupo

Confraria Puro Malte surgiu em 2017 para reunir mulheres que também curtem cerveja

Thailla Torres
Elas são cervejeiras de verdade e criaram grupo para compartilhar o gosto pela bebida e as coisas boas do dia a dia. (Foto: Kísie Ainoã)Elas são cervejeiras de verdade e criaram grupo para compartilhar o gosto pela bebida e as coisas boas do dia a dia. (Foto: Kísie Ainoã)

Na mesa do bar, um grupo de mulheres que se reúne há 2 anos para tomar cerveja. A Confraria Puro Malte nasceu em 2017 pela liberdade de se divertir à vontade, sem essa de que mulher tem que beber pouco ou quase nada.

O grupo tem hoje 60 mulheres, a maioria empresárias, mas há médicas, delegadas e funcionárias públicas que uma vez por mês largam todos compromissos para um brinde à vida com cerveja. “É o momento que a gente tira para esquecer todos os problemas e pensar na gente, compartilhar com a outra algo que vai nos fazer sentir melhor amanhã e isso tem dado muito certo”, diz Fabiana Cabral, de 41 anos, presidente da Confraria.

Fabiana é presidente do grupo há 2 anos. (Foto: Kísie Ainoã)Fabiana é presidente do grupo há 2 anos. (Foto: Kísie Ainoã)

Mas ideia só vingou graças as regras, isso porque apesar da liberdade de beber à vontade, as mulheres estabeleceram limites quanto ao comportamento. “Primeiro passo é vir de táxi, aplicativo ou carona. Ninguém aqui sai bêbada dirigindo”, garante a presidente.

Com tanta mulher reunida, a sororidade é um dos principais alicerces do grupo. “Ficar fazendo fofoca da colega ou falando mal da outra é inadmissível. A gente vive num mundo onde o desrespeito é tão gigantesco às mulheres, então não tem como uma ficar detonando a outra, precisamos nos unir, só assim a gente consegue o nosso lugar”, explica a empresária Luci Duarte, de 49 anos.

Quem desrespeita as regras, ganha um voto de confiança, mas não por muito tempo. “Se insistir no problema e não respeitar as outras mulheres, é retirada do grupo, isso já aconteceu outras vezes”, conta.

Outro requisito importante é realmente gostar de cerveja. “Tem que tomar cerveja, somos mulheres que amamos cervejas, então essa também é uma regra”, esclarece Fabiana.

Luci é quem reforça as regras do grupo. (Foto: Kísie Ainoã)Luci é quem reforça as regras do grupo. (Foto: Kísie Ainoã)

Apesar da lista de requisitos, quem participa sai do bar satisfeita. “É um momento que a gente bebe, compartilha nossas experiências e também faz networking, isso é muito importante”, diz a empresária Deise Girardi, que não abre mão da cerveja e o bate-papo com todas as amigas.

Como nem todo dia a vida é um mar de rosas, o grupo também serve de apoio e autoestima para os dias sombrios. “Se alguém está para baixo, a gente não desiste. Conversamos, convidamos e fazemos questão que esteja aqui conosco, é ao lado dos amigos que a gente cura os problemas também”, reforça Deise.

Para a dentista Eloísa da Cunha, de 55 anos, o momento é de sorte. “A vida é muito corrida, nós mulheres fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, então ter tantas amigas e um momento como esse é pura descontração”.

O grupo se reúne uma vez por mês e, para que ninguém enfrente fila ou dor de cabeça na hora de pagar a conta, o planejamento é feito quase um mês antes. “A gente escolhe o bar e já deixa pago um valor em cerveja, depois cada uma senta aqui e bebe à vontade”, explica Fabiana.

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Uma vez por mês elas se encontram em algum bar da cidade para tomar cerveja e compartilhar experiências. (Foto: Kísie Ainoã)Uma vez por mês elas se encontram em algum bar da cidade para tomar cerveja e compartilhar experiências. (Foto: Kísie Ainoã)


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