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Com dose de aventura, veja análise de Kid Icarus Uprising

Ricardo Syozi | 10/08/2021 07:42

A expectativa é algo engraçado. Se durar muito, ela pode tanto nos empolgar, quanto nos decepcionar de uma forma inimaginável. Quando a Nintendo apresentou o 3DS para o mundo em 2010, junto dele veio o primeiro vídeo do retorno de Pit. Tempos depois, Kid Icarus Uprising, finalmente, chegou às prateleiras das lojas, mas o medo de uma decepção ainda estava no ar.

Pit deve ajudar a deusa Palutena contra as forças de Medusa. Esta é a premissa do terceiro game da série Kid Icarus. A diferença deste para os outros dois títulos está, primordialmente, em seu gameplay, que saiu de uma aventura side-scrolling para algo parecido com um shooter. A aventura se divide em capítulos com três momentos: nos céus, na terra e confronto contra um chefe. A jogabilidade muda entre as duas primeiras partes. Quando estamos voando, o game torna-se um shooter on-rails (em trilhos), onde usamos a stylus para mirar, enquanto atiramos com o botão L e nos movemos com o circle pad. Aqui a aventura passa de empolgante para sensacional.

Mesmo durando pouco tempo, cada voo é regado de manobras divertidas e uma fluidez pouco vista em games similares. A profundidade dos gráficos e do efeito 3D é estonteante, com certeza um dos melhores do portátil. O desafio aumenta a cada inimigo que aparece na tela, a mobilidade de Pit funciona muito bem e os diálogos e pequenas cenas que ocorrem durante a aventura possuem um bom humor muito eficaz. A trilha sonora é digna dos maiores sucessos de Zelda e o cuidado que a Nintendo colocou no game, sendo em sua tela de menu ou no pacote que o acompanha, é algo para qualquer fã aplaudir.

Falando em lutas, há muita estratégia envolvendo o jogo, você pode escolher um nível de dificuldade, que se for baixo, lhe concederá menos inimigos e desafios, mas também uma quantidade menor de recompensas. Já jogando em níveis mais complicados, a quantidade de corações e pontos que recebemos acaba sendo bem maior. As armas também cumprem uma função muito importante, pois são várias e todas servem para diferentes propósitos, assim como os power-ups encontrados durante a aventura. O bastão é ótimo para ataques próximos, enquanto que o arco é perfeito para tiros a distância. Cabe ao jogador decidir qual se encaixa melhor em suas mãos.

Porém, assim que saímos dos céus, a coisa muda drasticamente. Quando jogamos com Pit no chão, passamos a controlar o personagem de uma forma mais ampla. Escolhemos o caminho que queremos seguir para explorar enquanto usamos a stylus para mover a câmera ao mesmo tempo que a usamos para mirar nos inimigos. Pena que isso tudo é frustrante. Nada funciona como deveria, muitas vezes, temos que refazer um percurso para alcançar um caminho simplesmente porque Pit se moveu mais do que gostaríamos quando demos o toque no circle pad.

Aos poucos, a nossa mão começa a doer de cansaço, fazendo com que jogatinas mais demoradas sejam algo quase que impossível de realizar. O confronto contra o chefe de cada capítulo é usando este estilo, o que acaba fazendo com que fique uma sensação de que as batalhas poderiam ser mais facilmente vencidas, se a jogabilidade fosse mais eficiente e mais simples. Pode até ser questão de se acostumar com os controles, mas a verdade é que sem o 3DS Stand que acompanhava o pacote, jogar Kid Icarus Uprising por mais do que dois capítulos é trabalho para os mais resistentes.

É correto dizer que Kid Icarus Uprising é completo. Desde seu pacote todo especial até os AR Cards que trouxeram um novo e divertido mini-game, tudo foi muito bem pensado em agradar aos fãs que tanto clamam por mimos iguais a esse. Sua aventura é viciante desde o primeiro momento. É uma pena que o único real ponto fraco de Uprising seja sua jogabilidade que alterna momentos bons e sofríveis. É um defeito que, normalmente, considero imperdoável, mas esta é uma das exceções onde as qualidades superam com propriedade as imperfeições.

Se já jogou esse jogo alguma vez, conta pra gente o que achou!

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