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Lado Rural

Comercialização do milho fica abaixo de 2025 e alcança 43,5% da safra

Preço médio da saca está em R$ 49,17; índice de vendas recuou 3,5 pontos percentuais

Por Gustavo Bonotto | 27/08/2026 08:22
Comercialização do milho fica abaixo de 2025 e alcança 43,5% da safra
Espigas de milho prontas para colheita em plantação situada no oeste sul-mato-grossense. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

Produtores de Mato Grosso do Sul já comercializaram 43,5% da segunda safra de milho, índice 3,5 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2025. No mercado disponível, a saca de 60 quilos tinha preço médio de R$ 49,17 no Estado em 13 de agosto. Os números constam no boletim da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) divulgado nesta quinta-feira (27).

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Produtores de Mato Grosso do Sul comercializaram 43,5% da segunda safra de milho, índice 3,5 pontos abaixo do registrado em 2025, segundo a Aprosoja. Com 75,1% da colheita concluída, o preço médio da saca de 60 kg era de R$ 49,17 em agosto. Nos contratos futuros da B3, houve valorização em todos os vencimentos. A estimativa é de produção de 11,139 milhões de toneladas em 2,206 milhões de hectares.

A venda do cereal avança em ritmo menor que no ciclo anterior mesmo com a colheita próxima do fim. Até a última sexta (21), produtores já tinham retirado o milho de 75,1% da área cultivada, equivalente a aproximadamente 1,66 milhão de hectares. A comercialização, portanto, alcançava menos da metade da produção estimada.

O preço disponível apresentou pouca variação entre os municípios acompanhados pela entidade. Dourados e Maracaju registraram cotação de R$ 50 por saca em 13 de agosto, enquanto Campo Grande, Chapadão do Sul e Sidrolândia ficaram em R$ 49. São Gabriel do Oeste apresentou o menor valor, de R$ 48.

Maracaju foi o único município no qual o levantamento apontou aumento no intervalo apresentado pela entidade. A saca passou de R$ 49 para R$ 50, variação de 2,04%. Nas demais praças pesquisadas, os valores permaneceram sem alteração na série diária apresentada pelo boletim.

O cenário é diferente nos contratos futuros negociados na B3. No pregão de segunda (24), todos os vencimentos acompanhados registraram valorização em relação ao dia 17. O contrato para setembro de 2026 chegou a R$ 71,88 por saca, alta de 1,86%, enquanto o de janeiro de 2027 alcançou R$ 81,35, avanço de 4,05%.

Para março de 2027, a cotação fechou em R$ 82,50, com aumento de 3,71%. Os contratos de maio, julho e setembro do próximo ano ficaram em R$ 80,49, R$ 78,10 e R$ 77,50 por saca, respectivamente. As valorizações variaram de 2,51% a 3,35% nesses três vencimentos.

Mato Grosso do Sul tem 2,206 milhões de hectares destinados à segunda safra de milho. A estimativa atual indica produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas.