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Lado Rural

Granizo de maio causou perda de 2,1 mil hectares de milho no sul de MS

Temporal atingiu áreas de Dourados, Ivinhema, Juti, Deodápolis e Culturama

Por Gustavo Bonotto | 04/06/2026 20:08
Granizo de maio causou perda de 2,1 mil hectares de milho no sul de MS
Chuva de granizo foi registrada em Ivinhema. (Foto: Reprodução)

O granizo que atingiu a região sul do Estado na terceira semana de maio resultou na perda de 2,1 mil hectares de lavouras de milho em Dourados, Ivinhema, Juti, Deodápolis e no distrito de Culturama, em Fátima do Sul. Os danos foram registrados pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), que monitora as áreas afetadas para medir o impacto sobre a segunda safra do Estado.

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Granizo destruiu 2,1 mil hectares de lavouras de milho no sul de Mato Grosso do Sul em maio, afetando municípios como Dourados, Ivinhema e Juti. A Aprosoja monitora os danos na segunda safra, estimada em 11,1 milhões de toneladas. 70,6% das áreas estão em boas condições, mas produtores ainda enfrentam riscos de estiagem e geadas. Modelos climáticos apontam 92% de chance de El Niño entre junho e agosto.

Segundo a entidade, em boletim divulgado na última terça-feira (2), os prejuízos ocorreram de forma localizada. O levantamento, no entanto, não detalha o percentual de perda nas propriedades atingidas, mas aponta que o granizo alcançou municípios que concentram parte importante da produção estadual de milho.

O episódio ocorre durante o desenvolvimento da segunda safra, estimada em 11,1 milhões de toneladas. A área cultivada chega a 2,2 milhões de hectares, com produtividade média prevista de 84,2 sacas por hectare.

Além dos danos provocados pelo temporal, os produtores acompanham o risco de estiagem e de geadas nas principais regiões produtoras. Os técnicos da Aprosoja citam essas condições como fatores que ainda podem influenciar o desempenho das lavouras até a colheita.

O boletim mostra que 70,6% das áreas monitoradas estão em boas condições, enquanto 18,4% foram classificadas como regulares e 11% como ruins. A região central apresenta o pior resultado, com 23,8% das lavouras na categoria ruim.

As projeções climáticas para os próximos meses também entraram no radar do setor. Os modelos analisados pela Aprosoja indicam 92% de probabilidade de formação do El Niño entre junho e agosto.

Entre os efeitos esperados estão temperaturas acima da média histórica e aumento na frequência de ondas de calor, principalmente entre a primavera e o início do verão. Especialistas ressaltam que o fenômeno não atua sozinho, mas pode influenciar as condições climáticas que afetam o planejamento da próxima safra agrícola.