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Campo Grande, Domingo, 15 de Setembro de 2019

10/09/2019 11:00

Adubo produzido a partir de usina na Ceasa será usado em hortas urbanas

Central produz aproximadamente 100 toneladas de resíduos por mês, das quais 80 toneladas de matéria orgânica

Jones Mário e Fernanda Palheta
Unidade opera há dois meses e prevê reaproveitamento de matéria orgânica, sobras de madeira, papel e plástico (Foto: Marina Pacheco)Unidade opera há dois meses e prevê reaproveitamento de matéria orgânica, sobras de madeira, papel e plástico (Foto: Marina Pacheco)

“Não vai mais se usar a palavra lixo”, resumiu o diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), André Nogueira Borges, ao comentar sobre a usina para tratamento de resíduos da Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. A unidade foi inaugurada nesta terça-feira (10).

A central produz aproximadamente 100 toneladas de resíduos por mês. A maior parte, 80%, de material orgânico, como restos das frutas, verduras e legumes comercializados. Segundo Borges, os restos serão processados e transformados em adubo orgânico. Cerca de 10% do fertilizante será destinado para hortas urbanas da Capital.

A usina funciona há dois meses – o primeiro sob regime de teste. O local conta com setor para triagem, onde o material orgânico é separado do restante. Conforme o diretor-presidente da Agraer, 17% dos resíduos na Ceasa são madeira dos caixotes utilizados. O restante, 3%, somam papel, papelão e plástico.

André Nogueira Borges, diretor-presidente da Agraer, inaugurou usina da Ceasa (Foto: Marina Pacheco)André Nogueira Borges, diretor-presidente da Agraer, inaugurou usina da Ceasa (Foto: Marina Pacheco)

Todo o material será reaproveitado. As 17 toneladas mensais de madeira vão se transformar em fonte energética para combustão. Até o funcionamento da usina, o lixo produzido na Ceasa era levado para o aterro sanitário de Campo Grande.

Presente na inauguração, o titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, disse que o desenvolvimento da usina se deu a partir do arrocho na legislação municipal, que responsabiliza grandes geradores a descartar seu próprio lixo.

“A prefeitura passou na frente e começou a cobrar destes grandes geradores”, destacou. Segundo ele, o projeto foi viabilizado ao somar os resíduos produzidos por todas as empresas que operam na Ceasa. “São as empresas que descartam alimentos, não é a Ceasa. Se pegássemos cada empresa, não se enquadrariam na legislação”.

Local conta com setor para triagem, onde o material orgânico é separado do restante (Foto: Marina Pacheco)Local conta com setor para triagem, onde o material orgânico é separado do restante (Foto: Marina Pacheco)

Quem também conferiu de perto a nova unidade de reaproveitamento foi o titular da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia), Herbert Assunção. Para ele, a usina “muda o conceito de sustentabilidade da Ceasa”.

Contratadas – A coleta dos resíduos será feita por duas empresas, Colecta e Organoeste. O material recolhido pela primeira será encaminhado à Organoeste, para ser tratado pelo método de compostagem com uso de biotecnologia. A técnica envolve controle diário de temperatura e odor para a produção do adubo.

Situada na Mata do Jacinto, região norte de Campo Grande, a usina foi batizada de Elúsio Guerreiro de Carvalho – médico veterinário e ex-diretor-presidente da Ceasa, que morreu em julho deste ano.

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