Mulher com perda de memória desaparece de centro de saúde no Tiradentes
Eva de Morais Silva, 54 anos, moradora de Rio Verde de Mato Grosso, sumiu no último sábado (29) na Capital

Eva de Morais Silva, 54 anos, está desaparecida desde sábado (29), após deixar o CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Ela estava na unidade de saúde aguardando atendimento com um neurologista quando saiu do local e não foi mais encontrada. Este caso foi sugerido por um leitor pelo canal Direto das Ruas.
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O marido, João Augusto Pereira Silva, 45 anos, contou à reportagem que Eva sofreu um acidente de motocicleta em Rio Verde de Mato Grosso, a cerca de 200 quilômetros de Campo Grande, no dia 22 de julho. Desde então, passou a apresentar perdas de memória e veio para a Capital para realizar uma série de exames.
“Nós moramos na fazenda. Naquele dia, estávamos andando de moto na cidade e uma van atravessou na nossa frente. Voltamos para a fazenda. Ela vinha tomando remédio, mas a situação piorou e ela passou a esquecer as coisas. Deixava a panela no fogão, ia fazer alguma coisa e esquecia no meio. A médica falou que, com tratamento neurológico, ela pode recuperar pelo menos 85% do que perdeu”, detalhou.
Ainda de acordo com João, o casal chegou a Campo Grande há cerca de nove dias e, logo no início, Eva foi levada ao CRS do Bairro Tiradentes. “Ela ia fazer exames de sangue, raio X e depois ia passar pelo neuro. Eu tive que sair para resolver uns negócios do trabalho e, quando voltei, ela não estava mais lá”, disse o marido.
Segundo o boletim de ocorrência, João deixou a unidade de saúde na noite do dia 27 e, ao retornar dois dias depois, foi informado de que a esposa não estava mais no CRS. Ele relatou à reportagem que perguntou aos funcionários da limpeza se haviam visto Eva, mas eles disseram que não a conheciam. “Ela pegou e disse que ia beber água, mas ela sumiu”, contou.

O casal está junto há cinco anos e atualmente mora em uma fazenda na região de Rio Verde de Mato Grosso, onde cuida do gado. João conta que ele morava em Nova Andradina e ela em Presidente Prudente (SP) antes de se casarem.
Agora, além da preocupação com a mulher, ele teme não conseguir manter o trabalho na fazenda caso precise permanecer em Campo Grande para procurá-la e cuidar dela. “Vou ter que entrar no acordo para cuidar dela. Ela tem 54 anos, sobrou para mim mesmo. Vou ter que trabalhar na cidade ou arrumar outra pessoa”, lamentou.
No momento do desaparecimento, Eva usava roupa preta e chinelos vermelhos. Segundo o registro policial, ela tem pele parda, cabelos pretos e cacheados, com alguns fios brancos, cerca de 1,60 metro de altura e olhos pretos.
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