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Meio Ambiente

Com vinte pontos a menos, coleta seletiva perde força na Capital

Por Viviane Oliveira | 03/11/2013 09:32
Dono de uma cooperativa no bairro Nova Lima, José diz que ainda consegue sobreviver por causa dos parceiros que conquistou ao longo de 13 anos de trabalho. (Foto: Marcos Ermínio)
Dono de uma cooperativa no bairro Nova Lima, José diz que ainda consegue sobreviver por causa dos parceiros que conquistou ao longo de 13 anos de trabalho. (Foto: Marcos Ermínio)

Dos 56 pontos dos Lev’s (Local de Entrega Voluntária), divulgados no site da Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), apenas 36 pontos estão funcionando de acordo com a empresa CG Solurb, responsável pela coleta e tratamento do lixo, em Campo Grande. Os dois Ecopontos, onde os materiais são recebidos e encaminhados para a reciclagem, que também constam no site, não existem mais.

Segundo o gerente operacional da empresa, Bruno Velloso, alguns estabelecimentos, como por exemplo, a rede São Bento, solicitou a retirada dos Lev’s. Quanto aos dois Ecopontos, um no bairro São Conrado e outro no Jardim Bálsamo mencionados na página da Prefeitura, o gerente afirma que desconhece a existência deles.

Dono da Metape Comércio de Recicláveis, Ricardo Ferreira, diz que era responsável por um dos Ecopontos, mas quando a Solurb ganhou a licitação municipal, passou à empresa a obrigação de implantar os novos pontos na cidade.

Em junho de 2011, a Prefeitura lançou o programa “Reciclar é Viver”, projeto de coleta do lixo produzido no município. Os moradores dos bairros, que não haviam sido contemplados pelo sistema, tinham a opção de encaminhar os recicláveis a dois Ecopontos e Lev’s, instalados em vários locais.

Em Campo Grande, existe pelo menos sete cooperativas que trabalham na área, somando quase 600 catadores. No entanto, a demanda de trabalho não é suficiente para manter todos ativos.

A capacidade de coleta seletiva na cidade é de 30 toneladas diariamente, mas somente 6 são recolhidas por dia. José Pedro Tavares, 71 anos, é dono de uma cooperativa na região norte. Ele, que já trabalhou durante 5 anos no lixão, diz que mantém a cooperativa com cinco funcionários, graças a ajuda de parceiros, principalmente de órgãos públicos. "Falta propaganda e conscientização das pessoas para esses Levs's dar certo na cidade", destaca.

Segundo Lucimara Vieira de Oliveira, 33, uma das funcionárias da cooperativa de José, de uns tempos para cá o número de material tem reduzido. “O pagamento é por semana, se ficar um dia sem material a gente perde dinheiro”, diz.

Confira aqui lista como os endereços dos Lev's.

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