Fogo que devastou quase 800 hectares no Pantanal vira investigação do MPMS
Incêndio alcançou vegetação nativa em fazenda e no Parque Estadual do Rio Negro, em Aquidauana
Incêndio que atingiu 798,56 hectares de vegetação nativa, abrangendo a Fazenda Carajá – Parte 7 e o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana, é alvo de inquérito civil do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A instauração da investigação consta no Diário Oficial do órgão desta quarta-feira (16).
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para apurar um incêndio que destruiu 798,56 hectares de vegetação nativa na Fazenda Carajá Parte 7 e no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana. A investigação, sob a 1 Promotoria de Justiça, não informa data nem causa do fogo. A área queimada equivale a cerca de 8 quilômetros quadrados.
A apuração está sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana. O edital, assinado pela promotora Angélica de Andrade Arruda, cita como referência um informativo preliminar do Programa Pantanal em Alerta.
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A extensão atingida equivale a aproximadamente 8 quilômetros quadrados. O documento não discrimina quanto da vegetação queimada fica dentro do parque e quanto pertence à fazenda. Também não informa a data nem a causa do incêndio.
O procedimento tramita sob o número 06.2026.00000319-5 e os autos estão disponíveis para consulta na Promotoria de Justiça de Aquidauana, ou pelo sistema eletrônico de consulta de procedimentos do MPMS.
Histórico de fogo – A região do Pantanal do Rio Negro foi cenário de incêndios acompanhados pelo Campo Grande News. Em setembro de 2023, levantamento parcial mostrou que as chamas haviam consumido 571 hectares em quatro dias, extensão comparada, na época, a 800 campos de futebol.
Naquela ocasião, 35 militares atuavam na região, com apoio de uma aeronave com capacidade para transportar 3 mil litros de água. O difícil acesso e as condições de calor, vento e seca complicavam o combate.
Além de controlar as chamas, os bombeiros buscavam animais que precisavam de socorro. A cobertura registrou uma carcaça de jacaré e o resgate de um jabuti. As equipes contavam com apoio de profissionais especializados no atendimento à fauna.


