Professora de MS é campeã nacional e finalista em prêmio global
Pesquisadora da UFMS se destaca com estudo sobre biodiversidade e clima no Brasil
A pesquisadora Letícia Garcia foi anunciada como Campeã Nacional do Brasil no Prêmio Frontiers Planet 2026, uma das principais premiações internacionais voltadas à saúde planetária. Ela está entre 25 cientistas selecionados em todo o mundo por desenvolver pesquisas que ampliam a compreensão do sistema terrestre e apontam soluções práticas e escaláveis para enfrentar a crise ambiental.
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A pesquisadora Letícia Garcia, da UFMS, foi eleita Campeã Nacional do Brasil no Prêmio Frontiers Planet 2026, que seleciona 25 cientistas no mundo por pesquisas sobre saúde planetária. Sua pesquisa mapeia áreas do Brasil mais resistentes às mudanças climáticas. O prêmio oferece US$ 1 milhão a três finalistas globais. A cerimônia final ocorre em janeiro de 2027, em Davos, na Suíça.
Com prêmio de US$ 1 milhão destinado a três pesquisadores por ano, a maior competição científica global busca acelerar estudos com potencial de impacto concreto nas políticas públicas e na sustentabilidade do planeta. A indicação foi feita pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e marca a primeira vez que a universidade e o Estado alcançam esse nível de destaque na premiação.
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Segundo a assessoria de imprensa da UFMS, o reconhecimento veio a partir do estudo “Mapeando Paisagens Resilientes às Mudanças Climáticas em um País Megadiverso”, publicado na revista Global Change Biology. A pesquisa identifica áreas no Brasil onde a biodiversidade apresenta maior resistência às mudanças climáticas, oferecendo um mapeamento estratégico para orientar ações de conservação e uso sustentável do território.
Os resultados integram o relatório internacional “Da Ciência à Política: Soluções Planetárias em Ação”, que traduz evidências científicas em recomendações práticas para governos. O documento propõe caminhos para conservação e restauração ambiental com base em critérios espaciais, permitindo priorizar regiões onde intervenções podem gerar maior impacto ecológico a longo prazo.
Ao comentar o reconhecimento, a professora destacou o caráter aplicado do estudo. Segundo ela, os resultados funcionam como um “mapa científico” capaz de orientar políticas de adaptação climática, conciliando proteção ambiental e necessidades humanas em um cenário de mudanças aceleradas.
A seleção dos campeões nacionais foi feita por um júri independente composto por 100 especialistas em sustentabilidade e saúde planetária, presidido pelo cientista Johan Rockström, conhecido por desenvolver o conceito de limites planetários, que define os parâmetros ambientais dentro dos quais a humanidade pode se desenvolver com segurança.
Professora e pesquisadora, Letícia venceu, em março, o 2º Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) na área de Ciências da Vida (categoria Estímulo). Ela coordena o Laboratório Ecologia da Intervenção, voltado à restauração e conservação de biomas como Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Bióloga formada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), tem mestrado em Ecologia, doutorado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pós-doutorado pelo Centro de Referência em Informação Ambiental, também em Campinas (SP).

Com o título nacional, Letícia Garcia avança agora para a etapa final da premiação. Três cientistas serão escolhidos como campeões internacionais ainda este ano e receberão financiamento para expandir suas pesquisas globalmente. Como Campeã Nacional, a professora deverá apresentar sua pesquisa em conferências nacionais e internacionais, contribuindo para aproximar ciência e tomada de decisão.
A cerimônia final está marcada para 18 de janeiro de 2027, em Davos, na Suíça, reunindo lideranças globais das áreas de ciência, políticas públicas e filantropia, com foco em soluções para os desafios ambientais do século XXI.
Organizado pela Frontiers Science House, o evento deve reunir lideranças das áreas de políticas públicas, prática e filantropia com objetivo de colocar a ciência no centro das decisões. A proposta é destacar soluções e inovações capazes de orientar escolhas estratégicas, com base nos avanços da ciência dos limites planetários, fundamentais para definir os rumos do futuro.
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