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Meio Ambiente

Queima preventiva em MS começa pelo Parque Estadual do Rio Ivinhema

Próximo local será no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, ainda em maio

Por Izabela Cavalcanti | 08/05/2024 16:05

As queimas prescritas em propriedades públicas de Mato Grosso do Sul já começaram. O modelo previsto no decreto emergencial ambiental tem como objetivo identificar área de risco de incêndio e evitar situações já vividas anteriormente no bioma.

Segundo o secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Arthur Falcette, o primeiro local a passar pelo processo foi o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, com 15 hectares queimados inicialmente.

Segundo a Semadesc, no dia 15 de abril, foi dado início à queima prescrita no parque com o apoio do pessoal de campo do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), iniciando queimas em pequenos trechos da área definida.

Foi cerca de um hectare por noite de atividade, de acordo com as condições meteorológicas locais. Será um total de 150 hectares definidos neste ano dentro da Unidade de Conservação.

O próximo será no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. Neste local, as tratativas ainda estão sendo feitas para ser realizada a queima na última semana de maio, sendo definida uma área de aproximadamente 3.000 hectares, na área do parque conhecida como Fazenda Esperança.

Em abril, o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, informou que o Estado tem aproximadamente 80 mil propriedades rurais privadas e, destas, 3,5 mil estão no Pantanal. No bioma, segundo ele, há 140 propriedades identificadas que irão passar pela queimada prescrita, sendo que na primeira etapa serão seis.

Diferença – O titular da Semadesc, Jaime Verruck, explica a diferença da queima prescrita e controlada.

Na controlada, o pedido é feito pelas propriedades rurais, sendo avaliado e autorizado pelo governo estadual, por meio do Imasul.

Já na prescrita, é o Estado quem mapeia, por meio de sistema de satélite, os locais onde há biomassa crítica (conjunto de resíduos de origem animal ou vegetal), que potencializa a ocorrência de queimadas.

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