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Meio Ambiente

Usina terá que implementar projeto para reduzir risco após morte de abelhas

Em 2022, colmeias morreram por suspeita de intoxicação por agrotóxicos de plantação de cana, perto do apiário

Por Ketlen Gomes | 23/04/2026 14:07
Usina terá que implementar projeto para reduzir risco após morte de abelhas
Fiscalização e registro de morte de 20 colmeias em Brasilândia. (Foto: Reprodução/Inquérito Civil)

A morte de 20 colmeias de abelhas em Brasilândia, motivou a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e uma usina. A medida visa prevenir que novos episódios de intoxicação de abelhas aconteçam na região.

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Morte de 20 colmeias em Brasilândia levou o MPMS a assinar um TAC com uma usina local, após suspeita de intoxicação por agrotóxico em novembro de 2022. O acordo prevê monitoramento georreferenciado, mapeamento de apiários e protocolo emergencial em área de 12 mil hectares, com execução entre abril de 2026 e 2027. O descumprimento sujeita a usina a multa diária.

Em novembro de 2022, o apicultor denunciou à Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) a morte de 20 colmeias de abelhas, e a principal suspeita era a intoxicação por agrotóxico. No registro, o produtor informou que tinha visitado o apiário e verificado que as colmeias estavam em bom estado sanitário, mas cerca de 30 dias depois, ao retornar ao local, viu que todas as abelhas estavam mortas.

A menos de 200 metros do apiário, o produtor avistou uma aeronave sobrevoando a área de uma plantação de cana e, por isso, surgiu a suspeita de intoxicação por agrotóxico. Na época, devido ao estado das abelhas, não foi possível coletar amostras dos insetos para análise.

O MPMS conduziu um inquérito civil e, nesta semana, assinou um TAC para que a usina implemente um projeto de coexistência entre a atividade agrícola e a apicultura, com foco na redução de riscos ambientais. A área abrangida é de aproximadamente 12 mil hectares, incluindo também regiões subarrendadas em Três Lagoas.

Entre as ações previstas está a criação de um sistema de monitoramento georreferenciado para identificar áreas sensíveis e possíveis zonas de risco para apiários. Também será realizada varredura técnica para mapear colmeias e apicultores, com formação de um banco de dados atualizado. A proposta inclui a integração dos criadores ao sistema, permitindo comunicação prévia com a empresa responsável pela aplicação de defensivos.

O TAC estabelece ainda a adoção de plataforma tecnológica para gestão de informações ambientais, capacitação das equipes envolvidas e a criação de um protocolo de atendimento emergencial em casos de suspeita de mortandade de abelhas.

O cronograma prevê execução entre abril de 2026 e abril de 2027, com envio de relatórios periódicos ao MPMS, que seguirá acompanhando o cumprimento das medidas. De acordo com o promotor de Justiça Adriano Barrozo da Silva, o inquérito civil foi arquivado após a formalização do acordo, considerado suficiente para prevenir novos danos ambientais. Ele destacou, no entanto, que o termo não exclui eventual responsabilização futura em caso de novos registros e o acordo prevê multa diária em caso de descumprimento.

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