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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

14/08/2013 17:47

Após levar contrato de R$ 4,4 milhões, Salute eleva preços em até 113%

Jéssica Benitez e Edivaldo Bitencourt
Érico falou à CPI do Calote na segunda-feira (Foto: Helton Verão)Érico falou à CPI do Calote na segunda-feira (Foto: Helton Verão)

Após firmar o contrato emergencial, sem licitação, para fornecer alimentos à SAS (Secretaria Municipal de Ação Social) por R$ 4,4 milhões, a Salute desistiu de praticar os preços "baratíssimos" apresentados no pregão, quando disputou com outros grupos. Inicialmente a empresa garantiu que forneceria todos os itens por preço baixíssimos, alguns abaixo até do valor de atacado, mas depois de firmar compromisso, voltou atrás e encareceu em até 113% praticamente todos os produtos.

O achocolatado em pó, de 400g, por exemplo, foi apresentado por R$ 0,72, mas agora a distribuidora de alimentos elevou o preço para R$ 1,54. A compra equivale a 18.326 quilos do produto que custaria R$ 13,194, entretanto passou para R$ 28.222 por conta da mudança no valor.

E não para por aí. A Salute não sustentou o custo de itens básicos. O feijão carioquinha era R$ 3,49 o quilo, mas agora subiu para R$ 3,72, acarretando diferença de R$ 9.295 no valor final dos 40.394 mil quilos comprados. O Arroz tipo 1, considerado de melhor qualidade, pacote de 5 kg, foi apresentado por R$ 7,79, na nova tabela, porém, a empresa forneceu por R$ 8,17, resultando no acréscimo de R$ 13.921 no preço pago pelo Executivo.

Após levar contrato de R$ 4,4 milhões, Salute eleva preços em até 113%

A diferença mais gritante está no preço da carne. Um quilo de acém cortado em tiras foi oferecido no pregão por R$ 6,26. Agora a tabela aponta R$ 8,95. A diferença unitária de R$ 2,69 parece não ter relevância, mas somando os 60 mil quilos de carne comprados pela prefeitura a alta no preço resulta em R$ 161.400 mil a mais no final das contas somente neste item.

As empresas que também concorreram no pregão presencial já haviam questionado os valores prestados pela vencedora. Em oitiva à CPI do Calote o proprietário da MDR, Mamed Dib, que fornecia alimentos secos à SAS na gestão passada, revelou que quando a Salute apresentou os 43 itens, os empresários, que perderam, já sabiam que tais preços eram inviáveis.

“Nos primeiros itens a gente até pensou que eles tinham um fornecedor bom, mas depois que vimos todos sabíamos que aqueles preços eram muito abaixo do que o atacado vende. Tudo muito estranho, tínhamos certeza de que ela ganharia”, disse Mamed na ocasião.

Em depoimento à CPI do Calote, na segunda-feira, um dos sócios da Salute, Érico Barreto, confirmou as suspeitas. Ele disse que a empresa não tem alimentos, não tem estoque nem caminhões. Tudo é terceirizado.

E a Salute, criada em 1º de abril deste ano, não tem intenção de vender para outra empresa ou órgão público. Batista foi taxativo: a prefeitura já é um cliente bom demais. 

Confusão - Em dois itens a situação se inverte. O quilo da coxa e sobrecoxa de frango congelado foi ofertado no pregão por R$ 4,11. Já na nova tabela o produto aparece por R$ 3,99. O pacote de 500g de macarrão parafuso era R$ 1,94 na segunda lista de valores aparece por R$ 1,14.



Neste processo não houve licitação, quando se ha contrato emergencial é feito tomada de preço pela equipe da prefeitura, agora sabendo disso quem esta com a caneta na mão nunca ira assinar nada sem ler, se o fez de duas uma (pode ser uma criança que tenha menos de 10 anos ou ......) e lembrando que esta empresa tem 8 meses de fundação com um capital social de 50.000 agora pergunto defensores deste excelente prefeito, vocês ao menos sabem qual é a finalidade de um capital social de uma empresa? antes de saírem defendendo alguém, leia e se informe nao falam bobeira.
 
Leandro Fernando em 12/09/2013 23:00:09
Quem tem que ser investigado, também, é a comissão de licitação, pois quando os preços apresentados forem muito inferiores ao mínimo estabelecido para o pregão (e para isso tem que haver uma pesquisa prévia que os embase para tal), a empresa que apresentar a sua proposta com preços muito abaixo dos praticados no mercado - e por isso sabidamente já se sabe que serão impraticáveis, ela tem que ser excluída da licitação. Isso tem que estar claro no edital da licitação. Para aditivos ao preço, há também um limite máximo. E o que então acontece: tudo é acordado antes da licitação, e vamos à farra com o dinheiro público. E depois se monta um circo.
 
JOSE DOMINGOS em 15/08/2013 09:47:07
Querem apostar quanto que toda esta ação espetaculosa da CPI não vai dar em nada, pois já sabemos no que sempre acontece em nada, a sociedade já esta saturada de toda essa lambança........
 
joao guilherme em 15/08/2013 09:03:10
Isto é estratégica velha e pratica comum de empresas que vendem para o governo, o sujeito ganha a licitação com preços abaixo dos valores de mercado, e depois pede realinhamento de preços, não há fiscalização e o governo aceita, e as empresas faturam e muito.
 
Marco Aurélio em 15/08/2013 08:49:50
Sr. Clodoaldo, esse tipo de comentário ignora o ponto principal, um ponto este um tanto quanto ativante ao cidadão campo-grandense, abordado na matéria.
 
Juliano M. Albuquerque em 15/08/2013 08:43:38
Estou só esperando para ver o resultado conclusivo da Comissão, conforme o mesmo, farei a maior campanha que já se viu nesta capital, para os nomes dos membros não serem esquecidos. Contra, ou a favor. Vai depender.
 
Sandra Ocampos Pinto em 15/08/2013 08:32:18
O problema é que a corrupção ficou tão enraizada no setor público a ponto de fatos como este parecerem coisas normais. Isso ocorre porque as instituições que deveriam investigar este tipo de procedimento estão emperradas, inebriadas com seus altos salários e suas regalias e, inclusive, já operam da mesma forma em seus setores (TJ, MPE, TCE). Deveriam se envergonhar de sua omissão, pois o contribuinte, que paga seus altos salários, poderá cobrar a saída de Vossas Excelências de seus pedestais.
 
Jânio Rodrigues em 15/08/2013 08:24:12
Qual é a data de criação da empresa?
1º de abril???

Está tudo explicado. Só não entende quem não quer.
 
Jair Bastos em 15/08/2013 08:21:17
A data de criação da empresa, por si só ja fala tudo. Primeiro de abril, dia da mentira. Ou sera só coincidência.
 
José Antonio Sassioto em 14/08/2013 21:51:04
Mas qual empresa em campo grande que planta,colhe e embala alimentos? é logico que a empresa que ganhasse a licitação iria comprar em outra empresa e como já foi dito os grandes atacados não se inscreveram na licitação,a empresa vencedora qualquer que fosse teria que proceder dessa maneira,a proposito os preços estão ótimos,bem abaixo dos praticados no mercado.
 
clodoaldo lemes de souza em 14/08/2013 19:19:01
e ninguem faz nada.... ano que vem tem eleição... vamos votar NULO
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 14/08/2013 17:57:27
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