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Política

Arma apreendidas: STF manda inquérito contra Trutis para Vara Criminal em MS

Rosa Weber determinou a remessa da “Tracker armamento” para a Justiça Estadual

Por Aline dos Santos | 15/10/2021 12:45
Deputado federal Loester Carlos, o Trutis, foi alvo de operação da PF e denunciado por simular atentado.
Deputado federal Loester Carlos, o Trutis, foi alvo de operação da PF e denunciado por simular atentado.

Parte da investigação  contra o deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza, o Trutis (PSL), vai “descer” para Vara Criminal de Campo Grande. Devido ao foro do parlamentar,  inquérito para apurar falsa comunicação de crime tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

As investigações da PF (Polícia Federal) levaram à operação Tracker, em 12 de novembro do ano passado, quando foram apreendidas armas em flagrante. Recentemente, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o deputado por falsa comunicação de crime, porte ilegal e disparo de arma de fogo.

Na última quarta-feira (dia 13), a ministra Rosa Weber, relatora do inquérito, determinou a remessa da “Tracker armamento” para a Justiça Estadual.

A ministra ordenou a “remessa de cópia integral destes autos e de seus apensos a uma das Varas Criminais da Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul – Comarca de Campo Grande, competente para o processamento e julgamento das condutas fortuitamente descobertas no dia 12 de novembro de 2020, por ocasião do cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos na Petição nº 9077”.

No dia da operação, equipe da PF encontrou uma pistola 9 mm, um revólver e um fuzil  calibre 5.56 na casa de Trutis, localizada no Bairro Vilas Boas, em Campo Grande. Enquadrado na Lei Maria da Penha, ele recorria a “laranjas” para ter armas.

Rastreador do carro, câmeras espalhadas pela BR-060, perícia e exaustiva investigação levaram a PF a esclarecer que tentativa de homicídio, denunciada pelo deputado federal em 16 de fevereiro de 2020, era uma farsa ou, como classificou os investigadores, uma tragicomédia com dois atores: o deputado e o seu então motorista Ciro Nogueira Fidelis.

O parlamentar, que antes era dono de lanchonete em Campo Grande, entrou para a política em 2018, na onda bolsonarista.  Ele foi eleito com 56 mil votos.

De acordo com a defesa, a “Tracker armamento” vem para Mato Grosso do Sul. Conforme o advogado Mário Panziera Junior, o Ministério Público estadual vai analisar se oferece denúncia.

Ainda segundo Panziera, caso o Supremo receba a denúncia da PGR contra o parlamentar, a defesa está convicta da absolvição.

“A Polícia Federal, não por má-fé, mas por falta de descobrir o que aconteceu, partiu para esse caminho. Eles serão absolvidos. E a imagem dele está sendo prejudicada entre aspas, porque a grande maioria o apoia”, afirma.

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