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Campo Grande, Domingo, 22 de Abril de 2018

29/12/2016 09:02

Assembleia quer ponto eletrônico em funcionamento a partir de fevereiro

Cadastro dos servidores começou em dezembro

Leonardo Rocha
Deputado Zé Teixeira espera que ponto já esteja funcionado após recesso (Foto: Assessoria/ALMS)Deputado Zé Teixeira espera que ponto já esteja funcionado após recesso (Foto: Assessoria/ALMS)

A Assembleia Legislativa espera ter o ponto eletrônico dos servidores em funcionamento, a partir de fevereiro, quando retornar os trabalhos do legislativo. O cadastro dos funcionários já estava em andamento em dezembro, para que depois do recesso, o registro diário da entradas e saídas esteja em vigor.

Foi o que garantiu o 1° secretário da Assembleia, o deputado Zé Teixeira (DEM), que ainda ponderou que este controle ficará sob responsabilidade da chefia imediata de cada setor, que fará a fiscalização da jornada de trabalho. A empresa Seletiva RH - Controle de Ponto e Acesso foi quem forneceu o equipamento para implantação do ponto eletrônico.

De acordo com a direção da Casa de Leis, este equipamento que será utilizado é do modelo "Inner Rep Plus BioPro, que é aprovado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e homologado pelo Ministério do Trabalho.

Polêmica - Os deputados tiveram que lidar neste ano com denúncias de servidores fantasmas na Assembleia. O primeiro alarde foi durante a campanha eleitoral, quando o então candidato Marquinhos Trad (PSD), foi acusado de estar estudando, durante a época em que era nomeado no gabinete do seu pai, Nelson Trad.

Ele se defendeu das acusações, dizendo ter documentação que comprova a assiduidade no trabalho, mas propôs uma CPI, que pudesse investigar de 1986 até 2016, se houve servidores fantasmas na Assembleia, assim como nepotismo cruzado, com o TCE (Tribunal de Contas Estadual) e TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Apesar de recolher as assinaturas necessárias, a CPI foi arquivada, por não ter fato determinado ou tempo específico de investigação. O presidente da Casa de Leis, Junior Mochi (PMDB), ainda argumentou que o MPE (Ministério Público Estadual) já tem uma investigação em curso, sobre o tema.

Conversa - Outra polêmica foi uma conversa gravada e divulgada nas redes sociais, onde o deputado Paulo Corrêa (PR) aconselha Felipe Orro (PSDB) a regularizar o ponto dos seus servidores, alertando que existia uma investigação feita pela Rede Globo sobre o assunto, em diversos legislativos estaduais. Ainda sugere ao colega faça um controle dos funcionários do interior, nem que fosse por uma "folha fictícia".

Depois desta gravação, Junior Mochi anunciou em plenário que a Assembleia iria instalar o ponto eletrônico aos servidores, além de fornecer todas as informações necessárias para o MPE, que fossem requisitadas sobre o assunto. Uma apuração interna aos parlamentares também está em curso.



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