Azambuja diz que Pollon deve disputar reeleição à Câmara e descarta Senado
Presidente estadual do PL afirma que deputado foi aprovado pela direção nacional como candidato federal

RESUMO
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O presidente estadual do PL (Partido Liberal), Reinaldo Azambuja, afirmou neste sábado (1º), durante a convenção partidária em Campo Grande, que o deputado federal Marcos Pollon deverá disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, e não uma vaga no Senado.
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Segundo Azambuja, o nome de Pollon já foi encaminhado e aprovado pela direção nacional do partido na lista de candidatos a deputado federal. O ex-governador afirmou ainda que o parlamentar chegou a solicitar o número 2222, usado na eleição anterior, mas a numeração já teria sido homologada para outro candidato.
“Todos os nomes da chapa do PL passam pelo crivo da Nacional. Nós mandamos a lista do Capitão Contar, do Reinaldo, dos nove candidatos e candidatas a deputado federal e dos 25 candidatos estaduais. A Nacional já aprovou os nomes e, na lista, consta ele como candidato a deputado federal”, declarou.
A manifestação ocorre em meio à tentativa de Pollon de permanecer na disputa por uma das duas vagas ao Senado. Mais cedo, ao chegar à convenção, o deputado afirmou que ainda tinha “esperança” de concorrer ao cargo e citou um desejo atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Azambuja, no entanto, disse que a composição definida pelo PL segue um acordo feito durante sua entrada no partido. Conforme relatou, a conversa teria ocorrido na presença do governador Eduardo Riedel, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho e do então presidente regional da legenda, Tenente Portela.
De acordo com o ex-governador, Bolsonaro o convidou para ingressar no PL e afirmou que ele seria um dos candidatos ao Senado. A segunda vaga, segundo Azambuja, seria definida com base em pesquisas eleitorais.
“Eu falei: ‘Tudo bem, presidente, e o outro?’. Ele falou: ‘O outro nós vamos escolher olhando as pesquisas’”, relatou.
Azambuja afirmou que, após a conversa, pediu autorização para convidar Capitão Contar a entrar no partido. Segundo ele, Contar aceitou as condições apresentadas e passou a integrar o projeto de unificação da direita e do centro político no Estado.
O dirigente partidário também mencionou uma carta de Bolsonaro, mas disse que declarações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro durante a Expogrande reforçaram a versão de que uma das candidaturas seria de Azambuja e a outra seria escolhida por pesquisa.
“Eu respeito a carta do presidente, mas o Flávio esteve aqui na exposição e disse claramente que teria um nome, o Reinaldo, e o outro escolhido por pesquisa. Então, nós cumprimos a regra do jogo”, afirmou.
Apesar da divergência, Azambuja defendeu que o grupo encerre a disputa interna após o registro das candidaturas. Para ele, a manutenção do conflito beneficia os adversários políticos da aliança.
“Agora não é momento de discutir isso, é momento de unir. Se a gente divide aqui dentro, favorece quem está do outro lado”, declarou.

O ex-governador também afirmou ter feito um apelo para que Pollon concorra novamente à Câmara dos Deputados. Segundo Azambuja, a candidatura do parlamentar poderia ampliar a bancada federal do PL por Mato Grosso do Sul.
“Ele é uma pessoa muito importante. Fiz um apelo ao Pollon: saia candidato a deputado federal, ajude o Brasil, ajude Mato Grosso do Sul e ajude o PL, porque, com a candidatura dele, nós temos muito mais chance de ter uma bancada ampliada”, disse.
A declaração de Azambuja indica que, ao menos na composição aprovada pela direção nacional do PL, Pollon está fora da disputa pelo Senado. A definição, porém, somente será consolidada com o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
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