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Política

Bernal admite trocar todo secretariado para aumentar base na Câmara

Por Edivaldo Bitencourt e Zemil Rocha | 07/12/2013 11:35
Bernal diz que secretário estão sob seu crivo (Foto: Paulo Francis)
Bernal diz que secretário estão sob seu crivo (Foto: Paulo Francis)

Pela primeira vez, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) admitiu que pode trocar todos os secretários municipais para aumentar a base aliada na Câmara Municipal. Ao chegar para a posse do novo diretório regional do PT, o chefe do Executivo admitiu que pode aceitar indicações dos partidos aliados para ampliar o número de aliados.

A substituição dos secretários é uma das principais exigências dos partidos para voltar ou integrar pela primeira vez a administração municipal. Atualmente, sob risco de ser cassado, Bernal conta com o apoio de sete dos 29 vereadores na Câmara Municipal.

Neste sábado, o prefeito admitiu que “todos (os secretários) podem ser objeto de mudança”. É a primeira vez que ele fala sobre a reforma no secretariado. O PSDB, por exemplo, não aceita a indicação de José Chadid para a Secretaria Municipal de Educação, apesar dele ser filiado ao partido. Mas Chadid chegou ao lado de Bernal neste sábado no encontro do PT, o que significa que continua prestigiado.

No entanto, Bernal admitiu que a substituição só será feita se o indicado for competente. “Tem que ser melhor nome”, ressaltou, sobre a substituição que pretende fazer. Neste ponto, o chefe do Executivo pretende avaliar outros pontos, como a representação partidária e a competência administrativa do indicado.

Um dos atritos dele com o secretário municipal de Governo, Pedro Chaves, é a falta de celeridade nas mudanças. Bernal se justificou hoje. Ele disse que a agilidade na implementação da reforma não depende apenas dele, mas de todas as partes envolvidas.

Além de mudar os secretários já nomeados, ele conta com duas pastas vagas. Apesar de terem sido criadas em maio deste ano, as secretarias municipais da Mulher e da Juventude ainda não possuem titulares.

As negociações visam ampliar a base aliada na Câmara de sete para 15 vereadores. Segundo o vereador Paulo Pedra (PDT), se conseguir fechar com 15 parlamentares, Bernal acabará atraindo outros dois ou três. Neste caso, ele pode reduzir a oposição de 22 para apenas 10 ou 12 vereadores.

Apesar de garantir que só conversa com os vereadores que querem o bem para Campo Grande, Bernal fez uma mea culpa. Ele disse que a população não deseja mais o clima de contenda e queda de braço entre legislativo e executivo. “Temos que renovar as atitudes e acabar com disputas e perseguições”, reforçou.

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