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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

11/08/2016 12:15

Câmara diz que já cobrou Prefeitura sobre suspeita de "rombo" na Previdência

Na Assembleia, deputado questionou vereadores sobre a criação de uma CPI

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Vereador Carlos Augusto Borges (PSB). (Foto: Câmara Municipal)Vereador Carlos Augusto Borges (PSB). (Foto: Câmara Municipal)

A Câmara Municipal já pediu dados da Previdência Municipal à Prefeitura de Campo Grande, afirmou o vereador Carlos Augusto Borges (PSB). No fim de junho, o deputado estadual Carlos Alberto Davi dos Santos (PSC), denunciou o “sumiço” de R$ 100 milhões no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência), de 2013 a 2016.

Segundo Carlos Augusto, já foi enviado ao Município um ofício com pedido de informações sobre o balanço da Previdência dos últimos quatro anos, o que tinha em caixa quando Bernal entrou e o extrato de quanto há, além de saber quanto foi gasto. Tais documentos, entregues em 12 caixas, já estão no Legislativo Municipal, ainda de acordo com o vereador, e ainda serão analisados.

“Antes disso, não vamos abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sem pé nem cabeça”. A afirmação foi resposta ao deputado Carlos Alberto Davi dos Santos, que, na quarta-feira (10), cobrou os parlamentares municipais a respeito da criação do colegiado.

Ainda segundo o vereador Carlos Augusto Borges, a Câmara já vem fazendo seu papel, justamente por já ter emitido o ofício pedindo as informações, que é a tarefa que antecede à possível criação de uma CPI. “Não vamos atropelar as coisas. Se não houver respostas a contento, aí, sim, podemos pedir a abertura de uma CPI”.

O vereador Marcos Alex (PT) afirmou que também enviou ao MPE-MS (Ministério Público Estadual) um pedido de providências. Disse que nem todas as ações dos parlamentares resultam em uma CPI, até porque existem outros meios para fiscalizar e cobrar o Poder Público, em resposta ao comentário do deputado estadual.

Possíveis irregularidades - A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da diretoria do IMPCG, se posicionou na época contra a denúncia, dizendo que enfrenta problema de déficit que se arrasta desde 2011, sendo agravado pelo aumento de 45,38% de aposentados no serviço público municipal entre dezembro de 2012 e abril de 2016.

Em nota publicada, negou o desvio de recursos, e ainda divulgou que os R$ 874.552,19 em caixa apresentados na denúncia, são valores que estão depositados em conta movimento, havendo ainda outros R$ 17.131.695,96 em aplicações financeiras, como fundos de investimentos.



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