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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/04/2014 17:58

Com erro do IPEA, Moka sugere nova pesquisa sobre violência contra mulher

Josemil Arruda
Moka participando de debate sobre violência contra mulher hoje no Senado (Foto: Luís Campos Sales)Moka participando de debate sobre violência contra mulher hoje no Senado (Foto: Luís Campos Sales)

O erro cometido pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) na divulgação da pesquisa sobre violência contra a mulher levou o presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Waldemir Moka (PMDB), a sugerir, durante audiência realizada hoje no Senado, que seja refeito levantamento. O dado divulgado equivocadamente gerou repercussão internacional.

Para Moka, que participou intensamente dos debates, os dados divulgados, mesmo tendo sido depois de corrigidos pelo IPEA, provocaram graves consequências. “O resultado inicial criou um ruído que permaneceu. Repetir a pesquisa é fundamental, porque parece que o próprio erro justificou a situação, e isso ficou muito ruim. Se são 65% das pessoas ou 26%, não importa, a visão ainda é muito grave”, argumentou.

Na primeira divulgação do relatório, o IPEA revelou que 65,1% dos brasileiros e brasileiras concordaram com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Depois de admitir o erro, o instituto informou que o percentual correto era 26%.

Moka considera que a metodologia do levantamento e especificamente a pergunta feita merecem crítica adequada. “Perguntar para as pessoas, por exemplo, que se “em briga de marido e mulher se coloca a colher” é repetir um ditado popular. Claro que muita gente vai concordar, porque a frase está no cotidiano do brasileiro”, apontou o parlamentar, com apoio da senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

O relatório da pesquisa sobre a “Tolerância social à violência contra as mulheres” concluiu que 58,5% dos entrevistados concordam totalmente (35,3 ou parcialmente (23,2 com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". Já 37,9% discordam totalmente (30,3 ou parcialmente (7,6 da afirmação e 3,6% se dizem neutros quanto à mesma expressão. Esses dados também geraram muita polêmica, principalmente nas redes sociais.

Uma das convidadas para a audiência desta terça-feira (15) no Senado, a jornalista Nana Queiroz, que lançou na internet a campanha “Não mereço ser estuprada”, defendeu a necessidade de campanhas para conscientizar a população. Ao citar casos de abuso sexual contra crianças, ela alertou: “O brasileiro não tem ideia da violência que é o estupro”.

Por outro lado, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), vice-presidente da CAS, ressaltou a importância do investimento em políticas públicas de combate à violência contra a mulher e lembrou de propostas já aprovadas pelo Congresso nessa direção, como a que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a atender mulheres vitimadas.Informou ainda que a Procuradoria da Mulher do Senado pediu que o Ministério Público e o Ministério da Justiça investiguem publicações na internet que possam incitar a violência contra a mulher.

Também participaram da audiência no Senado o diretor de Estudos e Políticas do Estado, Instituições e da Democracia do Ipea, Daniel Cerqueira; a coordenadora geral de Ações de Prevenção em Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Beatriz Cruz; o coordenador de Indicadores e Informações em Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Andrei Suárez Dillon Soares; e a secretária Adjunta de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Rosângela Rigo.

 

 



A mim, não espanta esta descoberta de erro tão grosseiro. Vítimas da voraz e inconsequente necessidade de publicar o quanto antes. Um egoísmo jornalístico onde o objetivo é chegar primeiro e não chegar na hora e com responsabilidade. Quando tomei conhecimento do resultado divulgado da pesquisa, logo me causou tremenda estranheza. Cheguei a comentar, entre os meus próximos, “Há algo errado... Não pode ser verdade.... Ou então estamos em outro patamar... não vejo nas pessoas de nossas relações, nas nossas faculdades, nem onde estudei e nem onde atualmente estudo, nas pessoas de nossos bairros, nossa cidade, nosso estado e nem onde chego em minhas viagens tamanha discrepância entre o que as pessoas falam e pensam e o que esta pesquisa aponta...”. Finalmente, a ratificação.
 
Claudinei Correia da Cruz em 15/04/2014 22:13:19
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