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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

02/08/2013 19:10

Com Salute só fechada, CPI do Calote terá de fazer convocação por edital

Zemil Rocha
Funcionários da Câmara foram duas vezes à sede da Salute e sala estava fechada (Foto: Arquivo)Funcionários da Câmara foram duas vezes à sede da Salute e sala estava fechada (Foto: Arquivo)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote, criada pela Câmara de Campo Grande, deverá fazer convocação por edital para o representante da empresa Salute Distribuidora de Alimentos prestar depoimento no próximo dia 8 de agosto. “Segundo a nossa assessoria, funcionários foram duas vezes no escritório da Salute, mas não conseguem encontrar diretores nem funcionários, ninguém na verdade já que o local fica fechado. Diante disso, a convocação terá de ser por edital, como fizemos com a Mega Serv”, informou o presidente da CPI, vereador Paulo Siufi (PMDB).

A oitiva do representante da Salute que deveria acontecer hoje foi adiada para o próximo dia 8 de agosto. Nesta sexta-feira, no plenarinho da Câmara, aconteceu depoimento das empresas Mega Serv e Total. A Salute, criada em abril deste ano com um capital social de apenas R$ 50 mil, conquistou um contrato emergencial com a prefeitura no valor de R$ 4,3 milhões, para fornecer alimentos aos Centros de Educação Infantil (Ceinfs),

Para Siufi, chega a ser inacreditável que uma empresa que pega um contrato milionário “não tenha sem secretária em seu escritório” para atender ligações ou receber pessoas. “Acho difícil isso. Os donos devem ter viajado para comprar mais alimentos. Quero crer que estão buscando melhores preços. Não consigo imaginar coisa diferente disso”, afirmou.

Estranho mesmo, na opinião de Siufi, é o contrato emergencial com Mega Serv que totalizava valor maior do que o permitido para EPP (Empresa de Pequeno Porte), como foi registrada. “Sendo que a Mega Serv disse que 80% dos seus funcionários vieram da Total. Porque esse volume financeiro tão a maior?”, questionou o vereador peemedebista.

Para fazer o serviço de limpeza de postos de saúde de Campo Grande, a Mega Serv extrapolou seu teto financeiro ao firmar contrato emergencial de R$ 4,4 milhões com a prefeitura. Como EPP, seu limite seria de R$ 3,6 milhões. Durante depoimento na CPI do Calote, o representante da empresa, Milton Felice, admitiu a irregularidade e revelou que terá de mudar a classificação jurídica da empresa.

 

 

 



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