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Campo Grande, Sábado, 21 de Julho de 2018

21/05/2018 22:52

Comissões terão até 90 dias para investigar denúncias contra vereadores

Após o prazo, relatório será entregue a casa de leis com pareceres sobre as cassações ou a inocência dos acusados.

Adriano Fernandes
Gustavo Guiraldelli foi denunciado por bancar festa com presença de menores, regada a bebidas e drogas. (Foto: Reprodução) Gustavo Guiraldelli foi denunciado por bancar festa com presença de menores, regada a bebidas e drogas. (Foto: Reprodução)

A Câmara de Vereadores de Água Clara – 198 quilômetros de Campo Grande-, vai criar comissões processantes para avaliar a conduta dos dois vereadores, Vicente Amaro de Souza Neto (PDT) e Gustavo Gimenez Guiraldelli (PSDB) que são alvos de denúncias, no município. A votação que decidiu pelo procedimento ocorreu durante sessão na Casa de leis, esta noite (21).

 

Acusações

O presidente afastado da Casa, Vicente Amaro de Souza Neto (PDT), foi alvo de processo disciplinar sob acusação de peculato envolvendo a nomeação de uma “funcionária fantasma”.
Cinco vereadores votaram a favor do processo administrativo, contra três votos, contrários a criação da comissão. Houve uma abstenção, durante o pleito.

Quanto ao segundo secretário da Câmara, Gustavo Gimenez Guiraldelli (PSDB), há uma denuncia de que ele supostamente tenha patrocinado uma festa na qual adolescentes consumiram bebidas alcoólicas e drogas.

Em seu caso, seis vereadores votaram a favor da investigação contra três. Contudo, as comissões precessantes instauradas sobre cada caso tem até 90 dias para apresentar um relatório com pareceres recomendando cassações ou a inocência dos acusados.

Peculato – Ex-presidente da Câmara, Vicente Neto foi alvo de operação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em 19 de março, na qual foi investigada a nomeação da advogada Alessandra Thomé Vanzin. A suspeita é que ela seria funcionária fantasma da Casa –nomeada assessora jurídica comissionada, sua ausência teria sido encoberta pelo vereador ao longo de 14 meses, entre janeiro de 2017 e 22 de fevereiro deste ano, quando foi exonerada.

Na ação, o MPMS chegou a conseguir o afastamento de Vicente das funções. Ele foi acusado de produzir documentos supostamente elaborados pela funcionária. As suspeitas foram referendadas por outros vereadores e servidores.

Denúncia – Gustavo Guiraldelli, por sua vez, foi apontado na denúncia à Câmara como patrocinador de uma festa, realizada em uma casa do Jardim Morumbi, em Água Clara, entre a noite de 14 e a madrugada 15 de abril, que demandou presença policial diante de denúncia de que adolescentes teriam consumido bebidas alcoólicas. Na ocasião, 60 jovens foram detidos e, no local, foram apreendidos entorpecentes.

O envolvimento de um vereador da cidade no evento teria sido confirmado à Polícia Civil pelos organizadores do evento. A denúncia foi feita a câmara pelo representante comercial Rosalino da Costa Mendes, atribuindo a responsabilidade a Guiraldelli. Segundo ele, a festa seria parte do cumprimento de uma promessa de campanha, além de representar conduta irregular do agente público.



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