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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

28/10/2012 18:52

De 1996 a 2012, o paralelo entre duas eleições

Marta Ferreira
Panfleto de André Puccinelli na campanha de 1996, em que ele venceu Zeca do PT. (Foto: Reprodução)Panfleto de André Puccinelli na campanha de 1996, em que ele venceu Zeca do PT. (Foto: Reprodução)

Nos últimos dias, poucos que viveram aquele ano de 1996 não fizeram comparações, ou exercitaram a memória da eleição que ficou para a história como a mais concorrida que Campo Grande já teve, a última onde houve segundo turno. No meu caso, que tinha 24 anos e cobria a minha primeira campanha política como jornalista, foi inesquecível ver a cidade dividida em dois times, em dois jingles, em dois lados, em duas cores: quem estava com o PMDB e quem estava com PT. Comparar os dois cenários, então, é inevitável.

Naquele ano- o último em que as eleições ocorriam impreterivelmente no dia 3 de outubro e no dia 15 de novembro, quando havia segundo turno- o então deputado federal André Puccinelli (PMDB) derrotou o deputado estadual Zeca do PT (PT) por 411 votos.

Já com carreiras consolidadas no Legislativo, ambos surgiram como lideranças políticas substitutas de Wilson Barbosa Martins e Pedro Pedrossian. Os dois ex-governadores, como se sabe, rivalizaram desde antes de Mato Grosso do Sul nascer como estado, cada um com dois mandatos no Parque dos Poderes.

Eles cumpriram o que se previa e foram sucessores da rivalidade Pedro/Wilson. Juntos acumulam seis mandatos executivos. André tem quatro: dois como prefeito de Campo Grande e dois como governador, incluindo o atual. Zeca tem os dois mandatos de governador.

Após dezesseis anos da eleição que levou os dois a condição de lideranças e rivais, ambos vivem uma nova “onda política”.

Após o PT ser derrotado por André Puccinelli em 2006, com Delcídio do Amaral, e dele mesmo ser derrotado, em 2010, na disputa pelo Governo do Estado, Zeca voltou à cena política este ano como vereador, com 13 mil votos. É bem menos do que os 30 mil que previu.

Por outro lado, André Puccineli, o vencedor de então, vê seu candidato ser derrotado por Alcides Bernal, apoiado pelo Partido dos Trabalhadores.

Mas e o Bernal? Naquela época, era radialista e atuava como advogado. Também já ocupava cargos públicos, entre eles o de procurador jurídico no extinto DOP (Departamento de Obras Públicas), na administração de Wilson Barbosa Martins.

Nas eleições em que Puccinelli se elegeu prefeito de Campo Grande pela primeira vez, foi o ex-prefeito e ex-senador Levy Dias que concorreu pelo PPB, uma das legendas embriões do Partido Progressista, de Bernal. Hoje, Levy está afastado da política.

Para encerrar, há um dado que, fazendo as comparações entre 1996 e 2012, salta aos olhos e evidencia o quanto as coisas mudaram. Desde então, Campo Grande ganhou um terço mais de população, saltando de 590 mil há 16 anos para os atuais 800 mil habitantes.

Houve, ainda, uma outra revolução: o surgimento da internet. Ela era, então, algo bem distante da maioria da população e ainda mais da campanha política, movida na época a showmícios e outros agrados ao eleitor. Este ano, inegavelmente, as redes sociais foram protagonistas.

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É Andrey Fontenello, a derrota é amarga, não é mesmo??? Isso é que dá achar que o triunfo, já era de vocês. Fique tranquila minha linda e morena Campo Grande, você nunca esteve em tão boas mãos, chega de Andrés, Pedrossians, Wilsons, Zecas e os que ainda sobrevivem em achar que precisamos deles, quando o povo quer, é ele que fecha...Parabéns, sul-matogrossenses!!!
 
Cristina Fantin em 29/10/2012 09:47:31
Outra coisa a ser considerado é que a fiscalização aumentou mais e o povo ficou mas esperto pega o brinde e a surpresa fica para o candidato que pensa que acha que isso ainda funciona( apesar que com alguns miseráveis, não os desvalidos, mas os miseráveis de caráter ainda funcione). Torço e oro para que tenhamos um dia uma Democracia verdadeira em que todos tenham o mesmo tempo, sem somar dependendo da legenda, sem fortunas gastas com campanhas...
 
João da Silva em 29/10/2012 08:56:51
Interessante o restrospecto de Marta Ferreira. Seria muito útil se ela continuasse o trabalho, fornecendo subsídios para que os leitores, e ela própria, avancem para as análises do processso político em Campo Grande e, por extensão, o estado todo. É lendo o passado que construimos o presente e projetamos o futuro.
 
Arcelei Lopes Bambil em 29/10/2012 08:34:53
Tive o prazer de trabalhar com o André e o Zeca, não tenho o que reclamar.
Os 2 foram ótimos!
 
Carlos Netto em 29/10/2012 08:00:30
Me lembro com se hoje fosse dos 411! O pessoal do PT trabalhou a madrugada inteira angariando $$$$ votos, foi uma vergonha, por muito pouco, quase tivemos uma administração PT. É inegavel o quanto nossa capital mudou e cresceu sob a administração do Andre, mas ele foi engolido por seu próprio ego e excesso de confianča! A população não escolheu o melhor, mas voto contra o André, espero que não tenha errado, pois serão 4 anos de fiscalização e acompanhamento pois de cada 10 eleitores 7 confiaram no Bernal, vamos cobrar cada promessa!!
 
Gustavo Fruites Nariade em 29/10/2012 07:48:38
O povo fez justiça. Não se engane a população, hoje, da capital tem capacidade de julgar o que é certo e o errado. Amém!

Administrar não é somente fazer o visivel é acima de tudo valorizar o ser humano. Tomara que o prefeito eleito faça isso de verdade, e, aí rapidinho os recursos vão aparecer.

A população hoje está mais escolada e ligada na política da capital e tem capacidade o suficiente de saber quem está falando a verdade.

Parabéns Alcides Bernal que Deus em primeiro lugar te abençôe nessa árdua caminhada, porém nós estamos contigo...
 
Sandro Galhardo em 29/10/2012 01:28:05
* parabens pela materia , sem duvida aqueles tempos eram muito mais legais em ver a forma como era conduzida uma campanha eleitoral , sou mesario ate hoje e sinto saudade das cedulas e das urnas de lona . como o tempo passou rapido , parece que foi ontem .
 
antonio silva em 29/10/2012 00:52:37
Só que ao contrário de agora André foi considerado o melhor prefeito do Brasil. Enquanto agora o Bernal será o pior fiásco da história. Bom descanso Campo Grande aguarde e verá.
 
Andrey Fontenello em 28/10/2012 22:59:10
A democracia é uma festa linda, porém é válido lembrar que é preciso votar com consciência e levar a sério o futuro da nossa cidade estado ou país. As diputas entre partidos é normal, e enriquece o nosso leque de opções, é altamente necessário que investiguemos os partidos e candidatos em quem confiamos, não podemos e não devemos fazer da política um assunto esporádico, diariamente temos que observar quem nos administra e fazer das redes sociais um instrumento de ligação e interlocução, temos que informar e receber informações que enriqueçam nosso poder de decisão. Temos que, antes de tudo, amar e respeitar nossa cidade, estado e país, não devemos deixar o público se tornar privado.
 
Tiago Ramos em 28/10/2012 21:41:34
Eu trabalhei como cabo eleitoral, nessa época foi meu primeiro emprego e lembro do pessoal na Afonso Pena com bandeiras, pagodinhos, carreatas e o André sendo vitorioso.
 
Rita Cassia em 28/10/2012 20:30:18
Me recordo bem deste ano de 1996, ainda com 14 anos há época, não podia votar, já que o voto é somente aos 16 anos. Mas lembro-me com empolgante eram as eleições na época, onde desde meus primórdios já participava das campanhas com meu avô querido e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores de MS Irineu Werner (in memoriam). Lembro da euforia dos Campo-grandenses em 1996 quando André Puccinelli venceu o Zeca do PT para a prefeitura, mas logo em seguida o então derrotado se tornou governador do Estado de MS, nesta eleição já podia votar. Hoje, as eleições apesar de contar com as redes sociais para fazerem, o que antigamente chamaríamos de "boca de urna', não é tão dinâmico como antes, não sei, era mais gostoso fazer política, como por exemplo as "bandeiradas" e "camisadas".
 
Linden Lane Braga Werner em 28/10/2012 19:46:05
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