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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

21/05/2012 12:10

"É passível de cassação", diz vereador sobre colega que inventou sequestro

Francisco Júnior
Marido diz que vereadora Marineide Queiroz Lino está em estado de choque.Marido diz que vereadora Marineide Queiroz Lino está em estado de choque.

A vereadora de Água de Clara, Marineide Queiroz Lino, de 48 anos, que inventou ter sido sequestrada, em Campo Grande, na última quinta-feira (17), pode ter o mandato cassado caso o fato acabe gerando processo. A informação é do presidente da Câmara de Vereadores, Valdeir Pedro de Carvalho.

De acordo com o vereador, a atitude da vereadora é passível de cassação já que é um exemplo de decoro parlamentar. “ Ainda estou me interando do ocorrido. A gente ainda está sabendo do aconteceu pela imprensa. Mas caso vire processo, ela pode ser cassada”, explicou Carvalho.

O presidente informa que aguarda uma explicação da vereadora durante sessão da Câmara na noite desta segunda-feira.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com o marido da parlamentar. Ele disse apenas que a mulher está em estado de choque e que ela não irá se pronunciar sobre o ocorrido.

O caso veio à tona quando o filho de Marineide procurou a delegacia da cidade para relatar que a mãe havia sido sequestrada em Campo Grande. Ele disse aos policiais que o crime teria acontecido logo após a vereadora do PSD desembarcar de uma van, perto da antiga rodoviária da Capital, às 10h.

O rapaz recebeu dois pedidos de resgate feitos do telefone dela, por meio de mensagem. No primeiro, foram pedidos R$ 15 mil e no segundo R$ 5 mil. Ele fez o depósito na conta da mãe, conforme a pessoa que estava do outro lado da linha ordenou, e ela foi "liberada".

A filha da vereadora e uma equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) foram até o local combinado para o resgate, próximo a Santa Casa, e encontraram a mulher. Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia. Marineide acabou confessando que não houve sequestro e que induziu o filho ao erro. Ela disse que queria comover o rapaz para que ele lhe desse dinheiro para pagar dívidas atrasadas.

Logo após receber o dinheiro do suposto resgate, a vereadora fez uma transferência de R$ 1.500,00 para a conta de um credor.

Ela assinou um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e foi liberada.

O caso ganhou grande repercussão na cidade. Segundo o prefeito do município, Edivaldo Alves, “não se fala em outro coisa em Água Clara”.



se ela tem coragem de extorquir um filho ou parente que seja, imaginem o que poderia fazer , ou fez, com um cargo confiado pelo povo da cidade. eleitores abram os olhos.
 
alexandre fontoura em 22/05/2012 10:14:03
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