Eleitor hesita no segundo voto e Senado segue sem favorito claro
Números mostram alta taxa de indecisos e votos nulos, abrindo espaço para mudanças

A disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul ganha contornos mais indefinidos quando analisado o segundo voto do eleitor, que representa a escolha complementar na urna. Os números mostram um cenário mais fragmentado e com forte presença de indecisos.
RESUMO
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Pesquisa do Instituto Novo Ibrape aponta empate técnico no segundo voto para o Senado em Mato Grosso do Sul: Nelsinho Trad lidera com 15,8%, seguido por Reinaldo Azambuja (14,8%) e Capitão Contar (13,6%). O levantamento, realizado entre 24 e 29 de março de 2026 com 1.000 entrevistas e margem de erro de 3 pontos, revela que 17% não souberam responder e 16,3% declararam voto branco ou nulo, somando mais de um terço do eleitorado.
De acordo com a pesquisa do Instituto Novo Ibrape, Nelsinho Trad lidera o segundo voto com 15,8%, seguido por Reinaldo Azambuja (14,8%) e Capitão Contar (13,6%). O trio aparece tecnicamente próximo, dentro da margem de erro, em Campo Grande.
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Na sequência, surgem Soraya Thronicke (8,5%), Vander Loubet (5,4%) e Marcos Pollon (5,7%). Gianni Nogueira aparece com 2,9%.
O dado que mais chama atenção, porém, está fora da disputa direta: 17% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 16,3% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato.
Juntos, esses grupos somam mais de um terço do eleitorado, indicando espaço significativo para mudanças ao longo da campanha. Diferença em relação ao primeiro voto revela estratégia do eleitor
Ao contrário do primeiro voto, que tende a refletir preferência mais consolidada, o segundo voto mostra um comportamento mais volátil. Nomes que lideram a primeira escolha não necessariamente repetem o desempenho na segunda indicação.
Esse movimento sugere que parte do eleitor ainda avalia combinações de candidatos ou mantém opções em aberto, o que amplia a competitividade entre os concorrentes.
Dois votos, duas disputas simultâneas
Como a eleição para o Senado permite dois votos, a dinâmica eleitoral se divide em duas camadas: uma mais definida, no primeiro voto, e outra mais dispersa, no segundo.
Na prática, isso significa que candidatos que aparecem atrás na preferência principal ainda podem ganhar espaço decisivo na soma final dos votos válidos.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 29 de março de 2026, com 1.000 entrevistas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números MS-01668/2026 e BR-06904/2026

