Justiça cria central para gerenciar vagas em presídios no Estado
Sistema vai monitorar ocupação e organizar distribuição de detentos para enfrentar superlotação

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) criou a CRV (Central de Regulação de Vagas Prisionais) para organizar e controlar a ocupação nos presídios do Estado, em um modelo parecido com o usado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para gerenciar leitos hospitalares.
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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul criou a Central de Regulação de Vagas Prisionais para organizar a ocupação nos presídios do Estado, modelo similar ao usado pelo SUS para gerenciar leitos hospitalares. A medida foi oficializada por portaria publicada nesta quarta-feira no Diário da Justiça e integra o Plano Pena Justa, seguindo orientações do STF sobre a superlotação carcerária.
A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta quarta-feira (8) no Diário da Justiça. O documento também prevê a criação de uma Comissão Executiva e de uma equipe técnica responsáveis por implantar e colocar o sistema em funcionamento.
A iniciativa segue orientações nacionais e decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), que já reconheceu a situação crítica do sistema prisional brasileiro, marcada pela superlotação. A central também faz parte das ações do Plano Pena Justa, que busca melhorar as condições nos presídios.
Na prática, a CRV vai acompanhar a capacidade e a ocupação das unidades prisionais, ajudar na distribuição das vagas e dar suporte às decisões da Justiça para evitar excessos ou irregularidades. O sistema também vai reunir dados, identificar prisões provisórias que se prolongam além do tempo e apontar unidades com lotação acima do limite.
A Comissão Executiva será responsável por coordenar a implantação da central e alinhar ações com órgãos do sistema de Justiça e da administração penitenciária. Já a equipe técnica vai elaborar diagnósticos, acompanhar indicadores e dar suporte ao funcionamento do sistema.
Entre as funções previstas estão o acompanhamento constante da população carcerária, ações para reduzir a superlotação e apoio a mutirões carcerários. A proposta também prevê atuação conjunta entre Judiciário e Executivo, além do compartilhamento de dados e uso de tecnologia para gerenciar as vagas. A portaria já está em vigor e é assinada pelo presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan.
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