Símbolo da história da Capital, casarão de 91 anos apresenta sinais de abandono
Casa Engenheiro Carlos Miguel Mônaco foi construída em 1935 e é tombada pelo Iphan
Quem passa em frente à Casa Engenheiro Carlos Miguel Mônaco, na Avenida Calógeras, vê sinais evidentes de que um pedaço da história de Campo Grande está, pouco a pouco, se desfazendo.
RESUMO
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O portão de madeira está comprometido, algumas partes quebradas, outras prestes a cair. A fita zebrada indica perigo de queda.
Logo na entrada, a fonte que antes compunha o charme do local está completamente seca. As paredes exibem rachaduras visíveis, enquanto a pintura desgastada denuncia a ação do tempo sem manutenção adequada.
Nas escadas frontais, uma placa da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) está colocada, indicando que é proibido subir por ali. Ao redor, a grama começa a crescer.
A casa carrega grande relevância histórica. Está diretamente ligada à memória da Esplanada Ferroviária e foi construída em 1935 pelo engenheiro da Estrada de Ferro NOB (Noroeste do Brasil), Aurélio Ibiapina.

Apesar disso, a casa leva o nome de Carlos Miguel Mônaco, que foi um engenheiro importante na história ferroviária local.
Ao longo dos anos, o imóvel ganhou novas funções, abrigando o Memorial dos Prefeitos e servindo como gabinete para o chefe do Executivo municipal.
Tombada como patrimônio histórico e cultural tanto no município quanto no Estado, a edificação passou por um processo de revitalização em 2007. Na época, pinturas originais foram resgatadas, preservando características autênticas como o piso e o teto.
Sua arquitetura também chama atenção: o telhado frontal mais pontiagudo revela influência europeia, diferenciando a construção do restante das moradias da região.
Segundo o secretário de Cultura, Valdir Gomes, a restauração está em fase de projeto. “Não pode mexer se não tiver projeto. Não é só trocar madeira, tem que restaurar”, explicou. Ele também afirma que o espaço não está fechado.
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o projeto de revitalização já foi elaborado. No entanto, por se tratar de um bem tombado, ainda existem trâmites burocráticos em análise junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A reportagem entrou em contato com o instituto e aguarda retorno.

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