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Política

Em reunião na Câmara, Adriane justifica troca na Sisep para acelerar obras

Aos vereadores, prefeita disse que André Brandão deve agilizar obras de pavimentação e tapa-buraco

Por Ketlen Gomes e Mylena Fraiha | 01/06/2026 13:50
Em reunião na Câmara, Adriane justifica troca na Sisep para acelerar obras
Equipes realizam serviço de tapa-buraco em rua de Campo Grande; prefeita pretende acelerar novas operações com troca de comando na Sisep (Foto: Divulgação/Prefeitura).

Durante a segunda reunião de aproximação entre a Prefeitura de Campo Grande e os vereadores da Capital, a prefeita Adriane Lopes (PP) justificou aos parlamentares a escolha de André Brandão para assumir o comando da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) por considerar que ele tem perfil mais técnico para o cargo. No entanto, a indicação pode ser temporária, conforme relatou o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, justificou aos vereadores a escolha de André Brandão para a Sisep por seu perfil técnico, mas sinalizou que a nomeação pode ser temporária. Brandão precisa destravar licitações antes do período eleitoral, quando recursos federais devem ser utilizados. A reunião também abordou a crise gerada pela Operação Buraco Sem Fim e os serviços de tapa-buraco na cidade.

O encontro ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), na Câmara Municipal de Campo Grande, a portas fechadas. Segundo vereadores presentes, um dos principais temas debatidos ao longo das cerca de três horas de reunião foi a situação dos serviços de tapa-buraco na cidade, além das demandas da área da saúde.

Ex-titular da Selc (Secretaria Especial de Licitações e Contratos), André Brandão deixou a pasta e assumiu o comando da Sisep na sexta-feira (29), após quase dois meses de vacância no cargo, desde a saída de Marcelo Miglioli.

A mudança ocorre também após a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada em 12 de maio, que resultou na prisão de servidores ligados à Sisep, do ex-secretário Rudi Fiorese e de empresários. Diante do cenário, vereadores passaram a cobrar a definição de um novo titular para a secretaria, principalmente em razão das reclamações da população sobre os serviços de tapa-buraco.

Ao Campo Grande News, Papy afirmou que a prefeita demonstrou preocupação com a execução das obras de pavimentação e apresentou Brandão como um nome técnico para conduzir a área neste momento de crise.

No entanto, o presidente da Câmara disse que Adriane sinalizou que a nomeação pode não ser definitiva, mas uma solução emergencial para atender demandas administrativas que precisam ser concluídas até o fim deste mês.

“Ela deu a entender que não é uma nomeação consolidada, que é um cargo meio temporário. Ele precisa estar lá para coordenar as licitações porque ela tem um prazo para resolver. Parte do dinheiro federal tem que ser usada até o final de junho. Se você não licita, não pode usar por causa do período eleitoral. Então, ela está correndo contra o tempo para liberar a licitação desses recursos”, comentou Papy.

Segundo o vereador, por integrar a equipe de licitações da prefeitura, Brandão teria maior familiaridade com os procedimentos necessários para destravar processos em andamento. Papy também relatou que Adriane informou estar buscando um novo modelo de contratação para enfrentar a crise na Sisep.

Ainda conforme o parlamentar, a prefeita afirmou que procurou o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para discutir a situação de uma das empresas investigadas na operação que ainda mantém contrato com o município.

Durante a reunião, Adriane teria explicado que a Construtora Rial não possui condenação judicial e, por isso, não haveria impedimento legal para continuidade da prestação dos serviços. Mesmo assim, a administração aguarda posicionamento do MPMS e da Controladoria-Geral do Município sobre a possibilidade de manter os contratos vigentes.

Papy também afirmou que a prefeita mencionou a possibilidade de uma contratação emergencial para intensificar os serviços de tapa-buraco. Atualmente, apenas duas empresas atuam para o município, sendo que uma delas está entre os alvos da investigação.

“O quadro reduziu bastante e estava em um ritmo bom, porque o Marcelo deixou em um ritmo bom. Estavam fechando entre 1,5 mil e 2 mil buracos por dia. Acho que, em uns dois meses, conseguiriam avançar bastante. Aí vieram as prisões, e a empresa investigada tinha três contratos diferentes”, comentou.

Ao fim da reunião, sem entrar em muitos detalhes, Adriane Lopes afirmou à reportagem que o encontro teve como objetivo ouvir reivindicações dos vereadores e apresentar respostas a solicitações já encaminhadas pelos parlamentares, principalmente relacionadas à área da saúde e aos mutirões de cirurgias.

“A discussão passou pela saúde, secretaria de Obras e de Mobilidade Urbana de Campo Grande, as três pastas mais discutidas. Mas foram abordados assuntos em todas as áreas”, afirmou Adriane.

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