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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

15/06/2011 10:48

Emocionado, Arroyo diz que sai de cabeça erguida em indicação ao TCE

Fabiano Arruda e Ítalo Milhomem

Momentos antes da votação que vai definir o novo conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), o deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira e proferiu discurso emocionado.

O parlamentar lembrou o apoio que recebeu da família desde o início do processo e falou que eles já passaram “situações mais difíceis que esta”. Como exemplo citou a batalha da esposa contra um câncer há dois anos e meio.

Demonstrando sentir a derrota, o republicano diz que aguarda a votação dos colegas “de cabeça erguida”. Garantiu estar pronto para o embate e que não pensou em desistir.

“Estou muito confiante, mas não sou eu quem voto. Entreguei minhas armas e confio agora na fé”, afirmou, avisando que vai respeitar a decisão soberana da Assembleia Legislativa.

Durante a fala, Arroyo voltou a se apoiar no histórico político para se dizer merecedor do cargo, além de reafirmar que recebeu apoio do governador André Puccinelli (PMDB) na candidatura.

“Consultei o André, meu amigo de primeira hora. Ele disse: continue porque se eu fosse deputado votaria em você. Pena que ele não é deputado, pois eu teria mais um voto”, brincou.

Por fim, Arroyo pediu que seus colegas votem com a consciência tranquila. Explicando que não deseja constranger os outros parlamentares, já que não vota, o republicano se retirou do plenário, que está lotado nesta manhã, e não quis conceder entrevistas.

A votação começa logo mais, às 11 horas. No plenário da Casa a cabine de votação, parecida com um banheiro químico, está pronta.

Arroyo é o primeiro candidato a receber os votos dos 23 deputados aptos no processo. Ele tem de receber pelo menos 12.

Caso isto não ocorra, abrem-se os votos para a senadora Marisa Serrano, que deve obter o mesmo percentual.



"Indicar" um cidadão ligado a partido político para cargo VITALICIO, cuja função é aprovar as contas do Estado é mais um entre tantos outros absurdos que permeiam o cenário político do MS e do Brasil. Falando às claras, funciona mais ou menos assim: " Eu te indico e você aprova o que eu declarar para a União". Não precisa ser muito inteligente para imaginar de que forma isso deve ocorrer. Diferente dos cargos do executivo a que são eleitos, o cargo de "Conselheiro" do TCE deveria ser preenchido por profissionais técnicos, preferencialmente com experiência na área Contábil e empossados mediante Concurso Público de forma a manter a isonomia e a imparcialidade em uma função que envolve auditoria e aprovaçaõ de gastos públicos. No lugar do Sr. Arroyo eu choraria também, por perder uma "mamata" de tal esfera. Como contrapartida à indicação da Tucana, teremos um novo Senador, desconhecido do público e com fortes indícios de ilícitos em processo de investigação. É o preço que pagamos por votarmos tão MAL.
 
Glauber S R Martelli em 16/06/2011 08:50:16
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