Entre jovens e idosos, idade muda, mas desconfiança com a política une gerações
Dos 18 aos 72 anos, eleitores relatam decepções, cobram mudanças e ainda mantêm esperança nas urnas

A idade muda, as prioridades também, mas a desconfiança com a política aparece entre diferentes gerações de eleitores que passaram pela Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, em Campo Grande, neste domingo (4). Aos 21 anos, Larissa da Silva diz votar mais por obrigação depois de decepções anteriores. Aos 72, Ricardo Guedes afirma não se identificar com nenhum campo político. No meio da descrença, Peterson Telles, de 18 anos, pesquisou candidatos desde o início do ano e chegou à urna esperançoso com suas escolhas.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Eleitores de diferentes gerações que votaram neste domingo (4) na Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, em Campo Grande, expressaram desconfiança com a política. Larissa da Silva, de 21 anos, vota mais por obrigação após decepções. Ricardo Guedes, de 72, não se identifica com nenhum campo político. Cleidemar dos Santos, de 60, prioriza a saúde pública. Já Peterson Telles, de 18, pesquisou candidatos desde o início do ano e foi esperançoso à urna.
Auxiliar veterinária, Larissa contou que já acompanhou eleições com mais interesse, mas perdeu parte da disposição depois de se decepcionar com os resultados. Desta vez, pesquisou candidatos, avaliou o trabalho de alguns em quem já havia votado e também conversou com outras pessoas antes de decidir. “Não tô esperando muita coisa, não. [...] Eu nem acompanho mais muito, porque das últimas vezes eu fiquei bem decepcionada. Só faço a minha parte mesmo”. Apesar disso, não descarta uma melhora: “Eu espero que sim, eu acredito que tem a possibilidade ainda, né? Vamos esperar para ver”.
Ricardo Guedes, de 72 anos, também chegou à votação com ressalvas. Para ele, denúncias envolvendo diferentes grupos políticos e promessas que não são cumpridas aumentaram a insegurança do eleitor. “No momento eu não tenho candidato nenhum preferido, nem esquerda, nem direita, nem centrão. Porque a gente vê que de ambas as partes vem o escândalo, vêm aquelas coisas que deixam a gente inseguro”.
Com mais de 70 anos, Ricardo já não é obrigado a comparecer às urnas, pois o voto passa a ser facultativo nessa faixa etária. Saúde e segurança estão entre as principais preocupações, com peso maior para o atendimento público de saúde em Campo Grande.
A saúde também definiu as prioridades de Cleidemar dos Santos, de 60 anos. Ela relatou dificuldades para conseguir medicamentos para diabetes na rede pública, problema que também atinge o filho. “Eu espero que o meu candidato ganhe, né? Porque tá difícil”. Na hora de escolher, afirma observar diferentes áreas, mas coloca o atendimento de saúde à frente das demais. “Mais enfoque é isso aí”.
Já Peterson Telles, de 18 anos, estudante, chegou com outra disposição. Em sua segunda participação em uma eleição, contou que acompanha desde o início do ano as possíveis candidaturas e pesquisou principalmente os nomes para deputado estadual e federal. Para ele, propostas ligadas às questões sociais, trabalhistas e aos problemas enfrentados diariamente pela população tiveram maior peso na escolha.
“Creio que as pautas sociais, as pautas trabalhistas, a questão do dia a dia mesmo das pessoas”, explicou Peterson. O estudante diz ter procurado separar essas questões de propostas que considera pouco relevantes para a rotina da população.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

