Falha em senha atrasa retotalização dos votos da eleição de 2022
Após problema impedir acesso ao sistema na manhã desta quinta-feira, TRE-MS precisou acionar o TSE
Falha no acesso ao sistema atrasou a retotalização dos votos das eleições de 2022 em Mato Grosso do Sul, realizada na manhã desta quinta-feira (21) no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
RESUMO
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Falha no acesso ao sistema atrasou a retotalização dos votos das Eleições de 2022 no TRE-MS, em Campo Grande. A recontagem ocorre após decisão que anulou 32.566 votos do ex-casal Loester e Raquelle Souza, condenados por desvio de R$ 776 mil do fundo eleitoral. O resultado pode retirar uma cadeira do PL na Assembleia Legislativa, beneficiando o PSDB com a posse do suplente João César Mattogrosso.
A sessão estava marcada para começar às 8h20, mas a primeira tentativa de acesso ao sistema ocorreu às 8h08 e não foi concluída porque a senha utilizada não funcionou. Até por volta das 8h40, técnicos do TRE-MS ainda tentavam solucionar o problema em contato com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A retotalização ocorre após decisão do TRE-MS que anulou os 32.566 votos recebidos pelo ex-deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza e por sua ex-esposa, Raquelle Lisboa Alves Souza, nas eleições de 2022.
A decisão foi expedida pelo presidente do TRE-MS, Carlos Eduardo Contar, e determina a recontagem dos votos no Estado. Segundo o despacho, caso o novo processamento altere o resultado da eleição e a ordem de suplência, novos diplomas deverão ser expedidos e os anteriores cancelados.

A sessão desta quinta-feira é acompanhada pelo procurador regional eleitoral do TRE-MS, Silvio Pretengil, representando o MPF (Ministério Público Federal); pelo juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros; pelo juiz auxiliar da vice-presidência e corregedoria, Olivar Coneglian; além do presidente da Corte, Carlos Eduardo Contar.
O ex-casal foi condenado por desvio de recursos do fundo eleitoral. Conforme o julgamento, eles utilizaram duas empresas para dissimular movimentações ilícitas de dinheiro público e praticar lavagem de dinheiro. As empresas teriam recebido valores cruzados pelos dois candidatos, em proporções inversas, em uma tentativa de simular serviços e mascarar o desvio de recursos. As operações somaram R$ 776 mil considerados ilícitos.
A decisão também pode provocar mudanças na composição da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Sem os 10.782 votos recebidos por Raquelle Souza, o PL (Partido Liberal) deve perder uma das 3 cadeiras conquistadas na Alems em 2022.
Com a nova totalização, a vaga tende a ficar com o PSDB, por meio do primeiro suplente João César Mattogrosso, atual diretor-adjunto do Detran-MS. Ele já ocupou temporariamente uma cadeira na Assembleia durante o período em que o deputado estadual Pedro Caravina esteve licenciado para atuar na Casa Civil do governo estadual.
Segundo Mattogrosso, após a conclusão da retotalização, a Assembleia Legislativa deverá ser comunicada oficialmente para dar andamento à eventual mudança na composição da Casa.

