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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

14/02/2018 09:42

Família se despede e políticos relembram trajetória de Wilson

Últimas homenagens são prestadas antes de enterro do ex-governador, que ocorre às 10h30

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Familiares em volta do caixão do ex-governador do Estado, Wilson Barbosa Martins. (Foto: Marcos Ermínio).Familiares em volta do caixão do ex-governador do Estado, Wilson Barbosa Martins. (Foto: Marcos Ermínio).

Familiares do ex-governador de Mato Grosso do Sul, Wilson Barbosa Martins, se despedem durante o velório que ocorre no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, nesta quarta-feira (14). Enquanto isso, políticos relembram algumas histórias ao mesmo tempo em que enaltecem a trajetória do primeiro governador eleito de MS.

"Tenho maior respeito tanto pelo homem, como pela pessoa pública. Sempre teve uma vida reta e mesmo quando foi cassado pela ditadura nunca deixou de pensar no coletivo", disse a deputada federal Tereza Cristina (DEM).

A parlamentar disse que conhecia Wilson Martins desde criança, quando seu avô, Fernando Correia da Costa, era aliado do ex-governador e frequentava sua casa. Ambos faziam parte da UDN (União Democrática Nacional).

Para Tereza, o ex-governador foi referência para políticos que estavam começando, conselheiro e líder quando se tratava de partidos.

Ex-secretário de Obras e Fazenda de Wilson, o produtor rural Ricardo Bacha relembrou suas passagens pelo governo dele. Em 1982, a gestão foi "muito próspera", porque dr Wilson era um excelente administrador do ex-governador.

"[Gestão] Democrática e inovadora. Ele era um homem de pulso firme, com ideias claras, exigia resultados dos comandados, mas era afável na hora do tratamento e muito democrático".

Já a segunda fase, de 1995 e 1998, a gestão foi mais difícil, até pelo momento de ajuste fiscal e retomada de crescimento e processo de privatização que o País vivia.

No saguão do Centro de Convenções, conta-se 36 coroas de flores de diversas pessoas. Dos senadores Waldemir Moka (MDB) e Pedro Chaves (PSC), do ex-governador André Puccinelli (MDB), do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), além de Assembleia Legislativa de MS e Tribunal de Contas. O compositor e cantor sul-matogrossense, Almir Sater, também enviou coroa.

Dom Vitório Pavanello ora com familiares. (Foto: Marcos Ermínio).Dom Vitório Pavanello ora com familiares. (Foto: Marcos Ermínio).

O acontecimento de ontem impediu o bispo Dom Vitório Pavanello de visitar Wilson Barbosa Martins. No velório, ao lado da família, ele conta que era amigo do ex-governador e havia previsto visita ainda nesta semana.

Entre as lembranças, Pavanello disse que dr. Wilson era uma pessoa "muito boa, discreta, gentil", e que sabia se dominar em situações de confronto. "Uma pessoa que defendia os direitos humanos, valorizava os funcionários e tinha um governo de retidão".

A aproximação dos dois, relata, surgiu durante o período em que o ex-governador esteve preso. Naquele tempo, o antecessor de Vitório Pavanello na Arquidiocese, Antônio Barbosa o visitava na cadeia.

Ex-secretário de Wilson Martins, o produtor rural Ricardo Bacha, e o ex-governador André Puccinelli, voltaram ao enterro nesta manhã. Ontem, Puccinelli se emocionou ao lado do caixão e lembrou que foi o ex-governador que o convenceu a entrar na vida pública, ainda em 1983.

Dr. Wilson, como ficou conhecido pelos sul-mato-grossenses, faria 101 anos em 21 de junho. Ex-prefeito de Campo Grande entre os anos de 1959 e 1963, deputado federal e senador por Mato Grosso do Sul, ele também foi governador por dois mandatos –1983 e 1986 e 1995 e 1998. O enterro será no Parque das Primaveras, às 10h30.



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