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Campo Grande, Domingo, 25 de Junho de 2017

19/06/2017 17:38

Governador aguarda Senado votar renegociação de dívida com BNDES nesta terça

Azambuja depende do resultado para avançar nas negociações salariais com os servidores públicos

Lucas Junot
Secretário de segurança, Barbosinha (à esquerda) e o governador Reinaldo Azambuja (Foto: Arquivo)Secretário de segurança, Barbosinha (à esquerda) e o governador Reinaldo Azambuja (Foto: Arquivo)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que aguarda para esta terça-feira (20) a votação no Senado da resolução que pode autorizar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a repactuar as dívidas dos Estados. Segundo o governador, a renegociação, que prevê o alongamento da dívida por 10 anos com quatro de carência, "é importante para que os Estados melhorem o fluxo de caixa e possam cobrir as despesas".

Azambuja afirmou que após o delineamento do quadro financeiro, a partir de três de julho poderá ter uma definição sobre o quadro das finanças do Estado e assim avançar nas negociações salariais com os servidores públicos.

O governador disse que na sua última reunião com a equipe econômica do Governo Federal sentiu um clima "de otimismo" em relação à retomada do crescimento" e considera que a crise político-institucional, agravada com delações não devem interferir no processo de desenvolvimento do Brasil.

"Acredito que essa crise já é passageira. Quem cometeu alguma coisa errada será punido e pagará pelo crime, isso não deve interferir na retomada do crescimento da economia. O país não pode parar em função disso. Os indicadores sociais são dos melhores", afirmou o governador, que atribuiu em parte o clima de confiança na economia as reformas trabalhista e previdenciária.

Alongamento da dívida - O governador Reinaldo Azambuja defende a repactuação de dívida com o BNDES, mas também cobra a liberação de recursos do FEX (Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações) referentes à compensação das perdas do Estado devido a desoneração das operações de venda externa de grãos.

No caso de Mato Grosso do Sul, que tem uma participação forte na balança comercial com a exportação de soja e outras commodities agrícolas, as perdas tem grande impacto na receita, segundo o governador. O FEX tem reembolsado 5% do total das operações externas. Reinaldo Azambuja considera esse percentual "injusto diante da importância do esforço exportador de Estados e Municípios para a economia brasileira".

A renegociação de dívida com o BNDES é um dos itens do acordo homologado em dezembro do ano passado para alongamento da dívida com a União, em razão das dificuldades dos estados em honrarem as parcelas devido a crise econômica, que fez cair a arrecadação com impostos e as transferências do Governo Federal.

A repactuação de dívida com o BNDES vale para dívidas contratadas até dezembro de 2015. O benefício vale para as linhas de financiamento concedidas pelo BNDES, como o Proinveste e o Programa Emergencial de Financiamento (PEF), e para a linha que autoriza a contratação de crédito com recursos do BNDES para financiar obras do PAC, do Minha Casa, Minha Vida e de projetos de mobilidade urbana da Copa.

A reivindicação do governador Reinaldo Azambuja é que nessa repactuação sejam considerados todos os financiamentos, atendendo a todos os Estados e não apenas onde foram realizadas obras para a Copa do Mundo. MS têm três contratos de financiamento com o BNDES, no total de R$ 1,2 bilhão, mas só poderia alongar, segundo os critérios previamente estabelecidos, R$ 600 milhões.




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