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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

19/06/2017 12:20

Reajuste dos servidores depende do alongamento da dívida de MS

Ricardo Campos Jr. e Leonardo Rocha
Governador espera que Congresso aprove alongamento de dívidas, o que melhoraria fluxo de caixa e permitiria reajuste (Foto: Marcos Ermínio)Governador espera que Congresso aprove alongamento de dívidas, o que melhoraria fluxo de caixa e permitiria reajuste (Foto: Marcos Ermínio)

O reajuste dos servidores públicos de Mato Grosso do Sul depende da aprovação do projeto de lei que alonga a dívida dos estados brasileiros com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (19) que a medida está sendo analisada pelo Congresso Nacional e deve ser votada no dia 3 de julho.

Nesta mesma data, representantes dos funcionários do Executivo têm uma reunião agendada com o poder público para tratar do aumento.

“Se der certo [o alongamento das dívidas] o governo estudará como pagará o reajuste. A medida vai melhorar o fluxo de caixa e vai dar para cobrir despesas”, afirmou Azambuja.

A renegociação com o BNDES está no acordo homologado em dezembro de 2016 para alongamento da dívida com a União, em razão das dificuldades dos estados em honrarem as parcelas devido a crise econômica, que fez cair a arrecadação com impostos.

Os estados pleiteiam mais 10 anos para quitar os empréstimos feitos com o banco até dezembro de 2015, além da suspensão temporária das parcelas cheias até o reequilíbrio fiscal dos estados.

Polêmica - No dia 31 de maio, último dia para a negociação salarial, uma vez que a data-base do funcionalismo público estadual é maio, o secretário de Administração Carlos Alberto de Assis anunciou que os 72 mil servidores estaduais - ativos e aposentados - ficariam sem reajuste este ano.

Assis explicou começou a maratona de reuniões com as 47 categorias de servidores, mas que não tinha como propor aumento, porque o governo não tem receita suficiente para custear uma folha reajustada – hoje, o Estado gasta R$ 450 milhões por mês com pessoal.

No último dia 9, o governo se reuniu com representantes dos servidores para anunciar que estava reavaliando a medida. Foi quando o encontro de julho foi agendado.



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