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Política

Inocentado após 18 anos em processo, Semy diz que desistiu de cargo público

Ex-diretor da Sanesul foi acusado de improbidade administrativa em ação movida em 2012 pela 30ª Promotoria de Justiça de Campo Grande

Izabela Sanchez | 17/08/2018 17:19
Ex-diretor da Sanesul, Semy Ferraz (Arquivo/Campo Grande News)
Ex-diretor da Sanesul, Semy Ferraz (Arquivo/Campo Grande News)

Ex-diretor presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o engenheiro civil Semy Ferraz foi absolvido 18 anos depois de ocupar o cargo e ser acusado de improbidade administrativa.

A ação foi movida pela 30ª Promotoria de Campo Grande em 2012, e acusou o ex-diretor de ter autorizado aditivos ilegais no contrato junto a empresa S&A. Os aditivos teriam sido celebrados entre os anos de 1999 e 2000, referentes a contratação de serviços especializados de leitura de hidrômetros.

Semy afirma que a ação teria “interesses por trás”. O ex-diretor, que também foi deputado estadual e secretário municipal, declara que não conseguiu ser ouvido pela promotoria.

“Eu tomei conhecimento na fase de inquérito em 2012, mas nem tive a oportunidade de responder. O promotor não quis me ouvir. Quando o Bernal me convidou para ser secretário, a primeira coisa que eu falei foi que eu tinha uma ação de improbidade. Imagina se ele não quisesse me nomear por causa dessa ação”, conta.

A decisão que absolve é do juiz Marcel Henry Batista de Arruda, do dia 13 de agosto. O magistrado julgou totalmente improcedente a ação.

O juiz afirma, na decisão, que os aditivos investigados não foram autorizados por Semy, e sim pelo diretor que o substituiu, Anízio Pereira Tiago. O juiz também cita o parecer do TCE (Tribunal de Contas Estadual), que decidiu pela regularidade das prorrogações de aditivos contratuais entre os anos de 1999 e 2000.

“Ainda que assim não fosse, a suposta conduta ímproba sequer foi praticada pelo requerido, porquanto não foi o responsável pela sexta prorrogação contratual, lastreada no Procedimento administrativo nº. 334/00/DCO/SANESUL, cujo responsável pela lavratura foi o Diretor-presidente da SANESUL à época, senhor ANÍZIO PEREIRA THIAGO”.

A ação, explica o ex-diretor foi um dos motivos que o desestimulou de continuar na vida pública. “O que ocorre, quem sai prejudicado é a família da gente, quando saiu na imprensa fica toda uma insegurança. Isso só serve para desestimular pessoas de bem de entrar em cargo público. Uma das coisas que me desmotivam é esse tipo de coisa”.

“Eu gosto de cuidar das coisas públicas, não me nego a prestar contas, mas isso com certeza me desmotivou muito e eu não pretendo mais assumir cargo público”, declarou.

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